Lars defende pacto ético entre SP e Rio

Lars Grael, secretário de Estado da Juventude, Esporte e Lazer, defendeu um "pacto ético" entre os responsáveis de São Paulo e do Rio pelas candidaturas das cidades a sede dos Jogos Olímpicos de 2012. Segundo ele adiantou, isso poderá ser formalizado domingo, num almoço marcado para o Hotel Glória, no Rio. No encontro, véspera da escolha de uma das cidades, seria feito um acordo em que a que vencer se comprometeria a não tripudiar sobre a derrotada e a perdedora deveria a apoiar a que seguir na disputa com Nova York, Madri, Leipzig, Paris, Londres, Moscou, Havana e Istambul. "A partir de segunda-feira a candidatura passa a ser do Brasil. Não devemos dar espaço aos bairrismos", defendeu Lars Grael. Mas até que a votação não ocorra, ele está do lado de São Paulo. Afinal, é o vice-presidente do Comitê de Postulação da cidade. Por isso, vai para o Rio com Nádia Campeão, a secretária municipal de Esportes, na delegação de 48 pessoas que vai defender São Paulo e ocupará o setor azul (lado esquerdo) do auditório do BNDES, no Rio, onde ocorrerá a eleição, a partir das 10 horas de segunda-feira.Lars defende a competição de vela em Ilhabela e acha, inclusive, que seria mais adequado o Rio indicar a cidade de Búzios. O dossiê do Rio indica a Baía da Guanabara como sede do iatismo e argumenta que o pólo esportivo é concentrado na cidade, o que seria uma vantagem aos competidores. "Falo como um velejador que competiu quatro Olimpíadas. O atleta não se importa com as distância, mas sim com as condições ambientais. Quer água limpa e bons ventos."Para Lars, a Baía de Guanabara, "em que os ventos estão fora", teria de estar completamente despoluída até 2012 para receber a competição. "Não podem haver detritos boiando, lixo que pode prender, por exemplo, no leme de um barco, o que é inadimissível num nível desses."Privilegiar cidades com vocação para a vela é comum na organização de Jogos Olímpicos, frisou Lars, citando Savannah, onde foi o iatismo na Olimpíada de Atlanta, em 1996, Kiel (Munique/1972), Pulsan (Seul/1988), entre outras.Lars cita a harmonia entre o Estado e a Prefeitura em São Paulo como positivo. "No Rio, o apoio do Estado é formal", afirmou. Ele entende que áreas como segurança, meio ambiente e transporte cabem ao Estado, inclusive nos investimentos - US$ 8,5 bilhões dos US$ 10 bilhões da infra-estrutura prevista no dossiê de São Paulo seriam verbas estaduais.

Agencia Estado,

04 de julho de 2003 | 18h58

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