Lazzarini e seus 30 anos de esgrima

Roberto Lazzarini tem 41 anos e há 30 se dedica a um esporte pouco conhecido no Brasil: a esgrima. Experiente, ocupa a terceira posição no ranking de atletas brasileiros no quadro de medalhas dos jogos Sul-Americanos e, na sexta-feira, adicionou mais uma, de prata, na categoria espada, à sua coleção de dez. A idade pode ser considerada avançada para alguns, mas para ele não é empecilho, já que espera representar o País em sua terceira Olimpíada, a de Atenas, em 2004. "A experiência evita que você gaste energia sem necessidade", disse Lazzarini, que volta a competir neste domingo na categoria equipes (na esgrima são três categorias: florete, sabre e espada). "Com o tempo, a gente aprende a dosar as forças. O importante é que ainda tenho muito entusiasmo pela esgrima e estou em plenas condições físicas." Conversar com Lazzarini é como rever a história da esgrima no Brasil. Filho de italianos, começou praticar o esporte influenciado por um amigo de seu pai, o técnico italiano Angelo Buana Filho, no clube Pinheiros, em São Paulo, onde hoje é técnico. As dificuldades do esporte o obrigaram a se tornar dirigente e, desde 1998, ele é o presidente da Federação Paulista de Esgrima. "É uma luta inglória porque poucas pessoas se dedicam a essa parte administrativa. Teve uma época em que fiquei como dirigente organizando disputas até às 3h e às 7h já estava competindo", lembrou Lazzarini. "Outro grande problema para a modalidade é o de que hoje os clubes só aceitam seus sócios nas escolinhas." Mas, de acordo com Lazzarini, seu momento é de tranqüilidade. O atleta acabou de realizar um de seus sonhos: morar na praia. Para isso, precisou deixar São Paulo e ir à Bahia, onde abriu uma filial de seu restaurante temático, o Spadaccino (espadachim), na Costa do Sauípe. O de São Paulo ficou sob a administração da irmã e sócia a campeã brasileira na categoria espada, Paula Lazzarini.

Agencia Estado,

03 Agosto 2002 | 15h15

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.