Leandro Domingues, o 'cérebro' do Kashiwa

Será o Kashiwa Reysol o novo Mazembe, equipe da República Democrática do Congo que eliminou o Inter de forma surpreendente no último Mundial? As comparações são inevitáveis e a resposta será dada hoje, quando o time japonês enfrenta o favorito Santos na semifinal do torneio.

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2011 | 03h00

Há, no entanto, alguns pontos que diferenciam o Kashiwa da zebra africana. No ano passado, o Mazembe era uma equipe completamente desconhecida para o Colorado, coisa que o time japonês não é para o Santos. O Alvinegro conhece muito bem o técnico Nelsinho Baptista, a alta eficiência nas jogadas de bola parada do meia Jorge Wagner e o vigor físico do lateral-direito Sakai.

A principal arma do Kashiwa Reysol, porém, é o meia Leandro Domingues, 28 anos. Com passagens não muito marcantes por Vitória, Cruzeiro e Fluminense, ele está no Japão desde o ano passado e é o "dono" do time.

Com o número 10 às costas, ele organiza as jogadas, cobra as faltas perto da área e faz gols. "A motivação é grande. A equipe vem de bons resultados. Depois de sairmos da 2.ª Divisão, fomos campeões japoneses e ainda conseguimos duas boas vitórias no Mundial", disse. "No futebol, tudo pode acontecer. Sabemos que o Santos é o favorito, mas em campo vence quem souber marcar melhor e aproveitar as oportunidades."

As recordações que tem do Santos não poderiam se melhores. No dia 12 de julho de 2009, quando defendia o Vitória, ele marcou um gol na goleada por 6 a 2 sobre o time da Vila Belmiro, no Barradão. Dos jogadores que participaram daquela derrota, apenas dois continuam no Santos: Pará e Ganso. "O Santos hoje é completamente diferente", admite. "Neymar e Ganso são jogadores de muita qualidade, que fazem a diferença. Mas não devemos pensar só nos dois. O time é muito bom em todos os setores."

Na teoria, o Kashiwa parece saber o que fazer para se tornar o novo Mazembe. Resta saber se, na prática, terá condições.

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