Leão, ingrato com os gringos

?Se eu tivesse o Adriano, estaria nas finais do Paulista?

Sanches Filho, O Estadao de S.Paulo

19 de abril de 2008 | 00h00

Os jogadores estrangeiros classificaram o Santos para as oitavas-de-final da Libertadores e salvaram o emprego do técnico Leão. Essa é a primeira impressão que se tem ao analisar os números: nos seis jogos da primeira, sete dos 13 gols do time, ou seja, mais da metade, foram marcados por eles, alguns decisivos. O colombiano Molina fez cinco; o argentino Tripodi e o equatoriano Michael Jackson Quiñonez, um cada. Então, é justo concluir que o treinador deve muito a eles. Não para Leão."Acho que foi o Leão que salvou os estrangeiros", rebate o treinador. "Se eles fizeram gols foi porque estavam em campo. E, se estavam em campo, foi porque eu os escalei??, acrescentou, cobrando em seguida: "E os gols que eles perderam? Se eu tivesse Adriano, estaríamos disputando vaga para as finais do Campeonato Paulista."Leão não disfarça a irritação quando o assunto é sua fama de não gostar de jogadores estrangeiros.. "Não é que eu seja contra jogador de fora. É que entre um estrangeiro e um brasileiro iguais, prefiro o brasileiro.??Ontem Ontem, o atacante Kléber Pereira assinou seu novo contrato com o Santos, válido até dezembro de 2009 - o atual venceria em 30 de junho. E o presidente Marcelo Teixeira sofreu uma crise de hipertensão de madrugada e foi hospitalizado. Depois de medicado e de ser submetido a vários exames, o dirigente foi liberado.

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