Leão vai embora e Tricolor tem pressa

Diretoria quer substituto com urgência; aceita técnico do exterior e até pagar multa por algum que esteja empregado

PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2012 | 03h04

A diretoria do São Paulo tentou até a última hora evitar que a demissão de Emerson Leão fosse anunciada sem que o clube tivesse um substituto para o técnico, mas não conseguiu. Agora, sem opções viáveis, a cúpula tricolor vai procurar o novo comandante tentando resolver uma equação complicada: quer definição rápida e ao mesmo tempo certeira.

Segundo João Paulo Jesus Lopes, vice-presidente de futebol do clube, a expectativa da diretoria é achar alguém para o cargo em até três rodadas do Campeonato Brasileiro -ou seja, no máximo até o confronto com o Palmeiras, no dia 15 de julho.

O presidente Juvenal Juvêncio não quis estipular um prazo para preencher a vaga, que interinamente fica com o eterno auxiliar Milton Cruz, mas falou ontem em uma "solução rápida".

"O Milton é de nossa confiança, ficará com o time. Enquanto isso vamos procurar um nome", afirmou o dirigente.

A ideia inicial era já chegar hoje na entrevista de anúncio da saída de Leão com o nome do novo treinador já definido.

E, para isso, a busca se manteve até em cima da hora. Momentos antes de oficializar a dispensa, a diretoria ainda buscava um acerto com o português André Villas-Boas, demitido recentemente do Chelsea. O técnico era a tacada considerada perfeita por Juvenal: um estrangeiro, como quer parte de seus colaboradores mais próximos, e considerado um nome de peso.

O problema é que o treinador europeu recusou o convite por não querer pegar a temporada em andamento. "Ele não vem. Tentamos, mas ele queria começar a trabalhar em janeiro, com calma", disse Juvenal.

O próprio presidente ainda não está convencido de que um técnico estrangeiro seja o melhor para o clube, mas diante da falta de opções no mercado interno, pode ser a alternativa.

"Sempre é arriscado trazer alguém de fora. Até ele se adaptar, entender como é o futebol brasileiro, a arbitragem, tudo já foi para o espaço. É muito arriscado. Mas, por outro lado, às vezes é necessário correr esse risco", discursou Juvenal.

Dos treinadores brasileiros, todos os que agradam ao presidente são-paulino estão empregados. Por isso, a conduta antes inadmissível de até pagar uma multa contratual para tirar alguém de outro clube agora é cogitada pelo São Paulo. "Não descartamos nem mesmo fazer propostas para treinadores empregados. Até porque, se o sujeito está desempregado é porque está fora do circuito."

O sonho de Juvenal é poder reconduzir Muricy de volta ao Morumbi. Outra alternativa seriam Marcelo Oliveira, finalista pelo segundo ano consecutivo com o Coritiba da Copa do Brasil.

Felipão, nome que no ano passado era o preferido de Juvenal -o São Paulo chegou a consultar o Palmeiras sobre a disponibilidade do treinado-, desta vez foi descartado veementemente por ele. "Não, ele não vem."

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