Lei do silêncio marca desembarque do Fla

Jogadores chegam mudos e saem calados. Sobrou para a presidente Patrícia Amorim a tarefa de dar explicações

, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2010 | 00h00

RIO

Depois da primeira derrota na Libertadores, para o Universidad de Chile, em Santiago, por 2 a 1, os jogadores do Flamengo desembarcaram ontem pela manhã, no Rio. Estrelas da companhia e protagonistas de várias aparições nas páginas policiais, Vágner Love e Adriano evitaram a imprensa. Os outros jogadores seguiram o exemplo.

Coube à presidente Patrícia Amorim a tarefa de contornar as polêmicas extracampo. A principal delas é o fato de Love e Adriano, que não atuaram bem no Chile, terem de prestar esclarecimentos à polícia sobre suposto envolvimento com traficantes. "As pessoas estão exagerando no que publicam. Não é bem assim. Essa derrota foi uma situação normal. Nosso grupo é unido e tem conseguido bons resultados. É isso que importa"", disse Patrícia Amorim, misturando os assuntos.

Para o técnico Andrade, a oscilação de rendimento de sua dupla de atacantes é normal. "Eles poderiam ter feito gol, principalmente com o Love. Não é todo dia que eles vão desequilibrar um jogo"", justificou.

Mas as palavras do zagueiro Álvaro mostram que não é fácil assimilar as críticas. "Estão falando coisas pesadas e que acabam ferindo, entrando no lado pessoal. Mas isso está fazendo o elenco cada vez mais forte"", comentou. No domingo o Flamengo já tem pela frente o clássico contra o Botafogo, no Engenhão.

Maracanã x Engenhão. Representantes dos principais clubes cariocas se reúnem hoje com o presidente da Ferj, Rubens Lopes. O objetivo do encontro é encontrar solução para o caso do acesso ao Maracanã. Os dirigentes estão insatisfeitos com o serviço prestado pela empresa BWA, que controla as catracas do estádio, e já sugeriram que jogos do Estadual, da Copa do Brasil e da Libertadores sejam transferidos para o Engenhão.

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