Divulgação/Daniela Ryf
Divulgação/Daniela Ryf

Lenda do Triatlo Ironman, Daniela Ryf dá receita para o sucesso: 'Não treinar muito'

Suíça mostra personalidade e, multicampeã, não liga para as críticas

Daniel Batista, enviado especial a Mônaco, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2019 | 10h55

Pentacampeã mundial de Triatlo Ironman e vencedora de quatro das últimas cinco edições do Ironman 70.3 ( campeonato que também participam os principais atletas), Daniela Ryf é uma referência e uma lenda em seu esporte. Com 31 anos, ela dá uma receita curiosa para quem quiser seguir os seus passos: não treinar muito.

“Creio que o grande desafio é não treinar muito, porque nem sempre o que vale é a quantidade. É preciso treinar com um foco e na quantidade que te deixa manter concentrado. É preciso um equilíbrio grande entre treinar duro e não treinar demais. É um desafio para o atleta”, disse a suíça de 31 anos e que concorre ao prêmio de melhor atleta do ano no prêmio Laureus, considerado o Oscar do esporte. A premiação ocorre nesta segunda-feira.

Chegar ao topo em um esporte é algo para poucos, mas se manter na ponta é quase raro. Ryf vem de uma sucessão de conquistas nos últimos cinco anos que faz com que uma das atletas mais admiradas no mundo. O Ironman consiste em um atleta nadar 3,8 km de natação, depois pedalar por mais 180 km e fechar a prova com mais 42,195 km de corrida. Ryf responder o que faz para suportar tudo isso em alto nível.

“Não há realmente um grande segredo. Eu acho que é a paixão pelo esporte, não sei. Eu realmente amo nadar, andar de bicicleta e correr. Creio que se você gosta muito de alguma coisa, você pode realmente ser bom nisso e foi assim que eu decidi focar e ir em busca do que eu desejava”, comentou a atleta, que emendou. “Você tem que se pressionar a si mesmo para se tornar o melhor e superar seus resultados”.

Daniela Ryf não esconde a força de sua personalidade e tal comportamento parece incomodar algumas adversárias, que já reclamaram da postura dela durante as provas. A suíça dá de ombros. “Falam que sou profissional e competitiva demais. Sou? Então tudo bem, eu sou sim e acho isso positivo. A questão é que eu percebi que se eu tiver foco e não me preocupar com as outras coisas, a chance de sucesso é maior. Eu descobri com o tempo que você ser competitivo é uma coisa”, completou.

A triatleta concorre com mais cinco mulheres ao prêmio de melhor atleta feminina do ano. São elas: a romena Simona Halep, a alemã Angelique Kerber (ambas tenistas), a norte-americana Simone Biles (ginástica), a checa Ester Ledecka (esqui e snowboard) e a norte-americana Mikaela Shiffrin (esqui).

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