Lenda do windsurfe, californiano desbrava pororoca no Maranhão

Um dos mentores do kitesurfe, Robby Naish se aventura em expedição pela Bacia Amazônica

O Estado de S. Paulo

21 de maio de 2014 | 17h53

SÃO PAULO - Acostumado com os ventos e ondas oceânicas, o havaiano Robby Naish, de 51 anos, encarou um novo desafio. O norte-americano esteve no Brasil para surfar nos rios amazônicos as temidas e extensas pororocas. O californiano já conhecia esse tipo de ondulação, mas ainda não havia se arriscado a surfá-las. Puxado por um jet ski, Naish entrou no rio e rapidamente dropou a primeira onda da série.

"Esta foi, sem nenhuma dúvida, a onda mais longa que já surfei na minha vida. Consegui surfar algumas ondas diferentes durante os três dias que passei aqui no Maranhão, diferentes até do que já havia experimentado em outros lugares. No segundo dia, consegui surfar, no total, por seis quilômetros, sendo que quase três quilômetros foram direto. Foi uma experiência incrível". disse.

Após ser campeão mundial de windsurf 24 vezes - o havaiano conquistou o primeiro título aos 13 anos -, Naish foi um dos idealizadores do kitesurfe e, inclusive, é criador de uma das marcas mais conhecidas na fabricação de pipas (kites), para a prática do esporte. Longe das competições desde o fim dos anos 1990, quando se aposentou do circuito profissional de prancha a vela, o americano investe em percorrer o mundo atrás das ondas mais diferentes.

"Já viajei o mundo inteiro e tive a chance de surfar ondas parecidas com esta na França e na Indonésia, mas estar aqui, na Amazônia, é incrível. A Amazônia é um lugar icônico, quando se fala da Floresta Amazônica todos sabem do tamanho disso e estar aqui, para surfar a pororoca, é fantástico", contou.

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