Lesões e cirurgias: rotina na carreira

Depois de grandes abalos, Ronaldo sempre soube se recuperar e renascer. [br]Aposentadoria deixa um hiato: a Libertadores

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2011 | 00h00

Se existe um atleta que deu a volta por cima na carreira, esse foi Ronaldo Fenômeno. Em 2000, aos 23 anos, chegou a ser encarado como acabado para o futebol, ao sofrer uma grave lesão no joelho direito, em partida da Inter de Milão diante da Lazio. A cena da contusão chocou todos, mas não o melhor jogador do mundo. Após meticulosa recuperação, voltou a encantar os torcedores ao marcar oito gols e carregar o Brasil para a conquista do quinto título mundial na Copa da Ásia em 2002. Como agravante, ainda tinha o fracasso de quatro anos antes na França, quando foi envolvido em um dos mais polêmicos momentos da história da competição, ao sofrer uma convulsão horas antes da decisão.

Em 2006, na Alemanha, visivelmente fora de forma, não foi o mesmo jogador decisivo e naufragou com Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Kaká e Robinho. Após sair do Real Madrid e ir para o Milan, Ronaldo sofreu nova lesão, dessa vez no joelho esquerdo.

Sem credibilidade na Europa, transferiu-se para o Corinthians em dezembro de 2008. A equipe acabara de sair da Série B do Brasileiro. Foi recebido como mito pelos torcedores, na maior jogada de marketing do esporte brasileiro em todos os tempos. Não decepcionou nos primeiros seis meses. Com golaços, como o marcado diante do Santos na Vila Belmiro - um lindo lençol sobre o goleiro Fábio Costa -, Ronaldo liderou o time de Parque São Jorge no título paulista e da Copa do Brasil.

Só faltava a conquista inédita da Libertadores. No ano passado, a equipe caiu nas oitavas de final, diante do Flamengo. Neste ano, com Ronaldo muito fora de forma, o Corinthians não passou pela fase preliminar da competição. A cobrança da torcida e as limitações físicas fizeram um dos maiores craques do futebol optar por pendurar as chuteiras.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.