Libertadores e tevê ditam datas e horários das quartas

Por causa da viagem do Palmeiras ao México, o clássico com o Santos na Vila será o primeiro jogo do fim de semana

GONÇALO JUNIOR, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2013 | 02h04

Na reunião para definição das datas e horários das quartas de final do Campeonato Paulista, ontem, na sede da Federação Paulista, o tema principal foi a Taça Libertadores. Foram os confrontos do torneio sul-americano que deram as cartas nos jogos locais.

O clássico entre Santos e Palmeiras, a principal partida da fase, por exemplo, foi agendada para sábado na Vila Belmiro às 16h15. Isto porque o Alviverde tem de viajar 17 horas até Tijuana para enfrentar o time da cidade na terça-feira pelas oitavas de final da Libertadores. Se jogasse no domingo, dificilmente chegaria em boas condições físicas para o duelo.

"Todos os clubes e também a Federação tiveram sensibilidade e bom senso", respirou aliviado o presidente Paulo Nobre.

Os alvinegros não resmungaram. Ficaram satisfeitos com o fato de jogar em Santos, onde a equipe está invicta no torneio (seis vitórias e um empate). Havia a possibilidade de a partida ser disputada no Pacaembu.

"A Vila é a nossa casa. Nossa torcida pode fazer a diferença", disse Odílio Rodrigues, presidente em exercício.

Nos outros confrontos, a reunião, que contou com a presença de representantes de todos os clubes classificados, tratou de atender aos interesses da emissora que detém os direitos de transmissão. Mogi Mirim e Botafogo jogam no sábado às 18h30. No domingo, mais dois jogos: a Ponte recebe o Corinthians, em Campinas, e, em seguida, o São Paulo encara o Penapolense no Morumbi. "Saímos satisfeitos com a data e o horário. Nosso compromisso da Libertadores é apenas na quinta-feira e temos tempo para a preparação", diz Adalberto Baptista, diretor de futebol do São Paulo.

Gelada. O presidente corintiano Mário Gobbi reconheceu que tem um adversário duro pela frente. "Eu e o presidente da Ponte fizemos as contas e descobrimos que a Ponte não perde do Corinthians desde 2009. Enfrentar a Ponte é uma gelada", disse Gobbi, incomodado.

Em 2012, o time campineiro fez 3 a 2 dentro do Pacaembu. "No ano passado éramos zebra. Hoje, não há favorito. Temos a nossa torcida, que deve lotar o estádio, mas enfrentamos o campeão mundial", disse o presidente da Ponte, Márcio Della Volpe.

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