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Lição para Daiane: treinar mais

Recebida como heroína em Porto Alegre, a ginasta Daiane dos Santos disse que não se arrependeu de ter ousado, com saltos difíceis, e errado na Olimpíada de Atenas. "A lição que ficou é que tenho que treinar mais", avaliou, anunciando que em uma semana volta à faculdade de Educação Física e às sete horas diárias de exercícios em Curitiba, já de olho numa competição que disputará como convidada, em outubro, na China, e no mundial da categoria, no final do ano. Ela não quis prever sua participação na próxima Olimpíada, em 2008, mas também não descartou nada. "Eu amo o que faço", comentou, dando a entender que enquanto se sentir capaz de disputar as melhores posições vai continuar competindo. Ao explicar o quinto lugar de Atenas, Daiane não saiu atacando juízes e nem o treinador Oleg Ostapenko, como os repórteres chegaram a provocar. Lembrou que em São Paulo ouviu um admirador tentar culpar seu "adestrador" pela escolha da série. "Não sou cachorro para ter adestrador", ressaltou, sorrindo. "Eu poderia ter feito outra série e poderia ter errado." Mas lamentou ter errado o duplo twist carpado e o duplo twist esticado justamente na apresentação, depois de estar acertando os exercícios nos treinos. Encantada com as recepções que teve ao voltar ao Brasil, Daiane disse que o País já não é somente do futebol. Esportes como o vôlei, o basquete e agora a ginástica também conseguem parar as pessoas diante dos televisores. Para a ginástica, a campeã mundial prevê um futuro promissor. Disse que após a abertura do caminho, uma nova geração está surgindo com pelo menos o mesmo potencial da atual. Ao desembarcar no aeroporto Salgado Filho, Daiane se viu no meio de centenas de pessoas que foram saudá-la com faixas e bandeiras. Depois, desfilou num trio elétrico até o centro de Porto Alegre, onde foi recebida na sede da empresa que patrocina sua carreira, a Brasil Telecom, em cerimônia que contou com um telefonema do governador Germano Rigotto, que estava em Brasília, e a presença do prefeito João Verle. Durante a entrevista a ginasta pediu uma trégua à imprensa e disse que vai passar a semana com o pai, a mãe, as irmãs e o namorado, Ramón Martin Moreira da Silva, também estudante de educação física e também atleta, praticante de luta livre. Um dos programas das rápidas férias, além dos passeios pela capital gaúcha, será a visita a diversas escolas para divulgar o esporte. Sorridente, observando o assédio à namorada, Ramón mostrava-se resignado entre o desejo pessoal de ter Daiane por perto e a realidade de viver a 800 quilômetros de distância. "Por mim ela largava tudo e vinha morar aqui", revelou. "Mas não posso privar o mundo do talento dela." Uma tarefa, no entanto, o namorado diz que está cumprindo. É tornar a corintiana Daiane em colorada como ele. "Aos poucos ela está mudando de time."

Agencia Estado,

27 Agosto 2004 | 19h09

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