JB Neto/AE
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Líder Corinthians tenta evitar a crise

Time recebe o Grêmio às 18 horas, no Pacaembu, sob pressão por conta dos resultados ruins nos últimos jogos e novo tropeço vai piorar ainda mais o clima

Paulo Galdieri, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2011 | 00h00

Difícil imaginar que o líder do Campeonato Brasileiro, campeão simbólico do primeiro turno e que tem uma das melhores defesas da competição, possa entrar em campo pressionado. Pois é exatamente assim que o Corinthians vai enfrentar o Grêmio, hoje, às 18 horas, no Estádio do Pacaembu.

Com uma sequência de duas derrotas seguidas e com uma irregular campanha de apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, o time do Parque São Jorge tenta se reequilibrar para evitar que a pressão se transforme numa crise.

Ontem, o elenco teve um indício de que a situação pode ficar ruim caso a equipe volte a tropeçar na rodada de abertura do segundo turno. Uma comissão de torcedores esteve no centro de treinamento para um "papo"" com os jogadores. O grupo, com 14 membros de organizadas, queria conversar com representantes do elenco, com Tite, com o diretor de futebol Duilio Monteiro Alves e o gerente Edu Gaspar.

O encontro não ocorreu porque não foi autorizada a entrada de todos os torcedores. Três tiveram acesso ao CT, mas só falaram rapidamente com os dois dirigentes.

Apesar de a torcida ter ido ao CT numa espécie de "missão de paz", mas que teve jeito de cobrança, o clube se precaveu. Uma viatura da Polícia Militar ficou no CT corintiano enquanto os torcedores estiveram por lá.

A maior pressão tem sido em cima do trabalho de Tite. O técnico corintiano não quis falar diretamente a respeito da presença de torcedores no CT, mas, ao seu estilo, não fugiu do tema.

"Eu vou falar uma vez a respeito e não vou repetir. Tudo o que for feito que seja melhor para o Corinthians, para o presidente, para a torcida, para que possamos vencer, tudo vai ser feito. Mas tudo dentro de uma ética e sem ferir princípios."

O treinador confirmou ter tido uma reunião com a diretoria anteontem. Segundo ele, para fazer uma avaliação do trabalho feito até agora no Brasileiro. E a conclusão dele foi simples: "Não precisa ser tão bom quanto os dez primeiros jogos, mas também não pode ser tão ruim quanto os últimos nove."

Tite preferiu não dizer se a palavra do presidente Andrés Sanches de que ele não cai o conforta. "Confiança não é gerada através do que se diz, e sim do que se faz", afirmou.

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