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Corinthians não repete atuação que teve contra o Flamengo, sofre derrota para o Fluminense e não é ultrapassado na tabela com os tropeços dos rivais

Sílvio Barsetti / RIO, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2011 | 00h00

Sem iniciativa de jogo, preso à marcação do adversário e apático na maior parte do tempo, o Corinthians reconduziu o Fluminense à lista dos candidatos ao título do Campeonato Brasileiro. A derrota por 1 a 0 para o time carioca, ontem, no Engenhão, poderia ter sido mais elástica. O goleiro Julio Cesar e o zagueiro Chicão, que salvou um gol em cima da linha, evitaram um placar mais adequado pelo que as duas equipes apresentaram. O Corinthians estacionou nos 43 pontos e o Flu pulou para 37, com quatro vitórias seguidas.

Quem esperava o Corinthians do confronto da semana passada contra o Flamengo, aguerrido, envolvente e objetivo, acabou se decepcionando. A atuação do time foi exatamente oposta à daquela noite, no Pacaembu.

O primeiro tempo foi inteiro do Fluminense. Além da jogada do gol, criou mais quatro chances. Todas levaram muito perigo ao goleiro Julio Cesar. Ele fez duas defesas difíceis, contou com a ajuda de Chicão numa finalização de Ciro, mas não tinha como adivinhar que numa falta cobrada por Fred a bola desviaria em Ralf.

O gol do Tricolor desnorteou ainda mais o time comandado por Tite. Willian, que substituiu Emerson, era o único que lutava, driblava e ousava. Liedson e Jorge Henrique não se livravam da marcação forte da defesa carioca e Alex também deixava a desejar. Os laterais não conseguiam produzir nada e, assim, a numerosa torcida corintiana no Engenhão percebia a cada minuto que não havia perspectiva de melhora.

A pane geral do Corinthians pode ser atestada por um dado: o único lance que assustou o goleiro Diego Cavalieri, uma bola cabeceada por Paulo André, se deu nos acréscimos do segundo tempo. Portanto, antes disso, foram 90 minutos de absoluta nulidade do ataque do Corinthians.

Marcação e sufoco. Há nisso méritos para o Fluminense. Exerceu marcação rigorosa, sufocou o visitante desde o início e passou a administrar o jogo depois do gol. O Fluminense partiu para cima, com toques rápidos e inteligentes, apoiado por mais de 20 mil pessoas.

Fred ditava o ritmo da equipe, que explorava bem a agilidade de Ciro e Lanzini. Os dois desperdiçaram duas oportunidades por excesso de individualismo, o que levou ao desespero o técnico Abel Braga.

Houve um pouco mais de volume de jogo no Corinthians no segundo tempo. Mas o recuo estratégico do Flu tornava o time carioca ainda mais temeroso, com contra-ataques velozes.

Tite fez três substituições, discutiu com os gandulas que demoravam a repor a bola em jogo, chamou à atenção pelos gestos exaltados, gritou sem parar. Nada disso surtiu efeito. O time paulista não conseguiu se impor.

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