Ayrton Vignola - 16/03/2011 - AE
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Líder e decadente, Corinthians preocupa Tite

Aproveitamento de duas vitórias nos últimos nove jogos aumenta pressão sobre o treinador, que [br]ainda busca explicações

Vítor Marques - Enviado especial, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2011 | 00h00

PRESIDENTE PRUDENTE - Os números comprovam a decadência do líder Corinthians. O time só venceu dois de seus últimos nove jogos no Campeonato Brasileiro. E isso virou um assunto delicado para Tite. Chateado após a derrota no clássico com o Palmeiras, domingo, o técnico se mostrou evasivo ao tentar explicar a nítida queda de rendimento do Corinthians.

Explicação, na verdade, não deu nenhuma. E não quis responder se a má fase do Corinthians tem relação com a crise técnica de alguns jogadores, especialmente de Jorge Henrique e Danilo. Tite preferiu falar apenas sobre o resultado do jogo em Presidente Prudente e não sobre a sequência de resultados ruins da competição.

Tite disse que o Corinthians teve um bom início de jogo, mas que sua equipe foi desatenta, principalmente no primeiro gol do Palmeiras. O treinador, no entanto, voltou a repetir que as constantes contusões atrapalharam seu trabalho neste mês. "Perdemos peças importantes e isso faz com que também se perca a engrenagem da equipe." Duas peças importantes desta engrenagem estiveram ausentes no jogo de ontem: o lateral-direito Alessandro e o meia Alex, ambos com lesões musculares.

ABATIMENTO

Quem estava nos vestiários em Presidente Prudente viu um técnico um tanto abatido, remoendo mais uma derrota. Perguntado sobre se está ameaçado no cargo, Tite foi categórico: "quero paz no meu trabalho, não vou agradar a todo mundo sempre. No fundo, sou eu comigo mesmo." Na semana que antecedeu o clássico, a diretoria enquadrou o elenco corintiano antes de um treino no Parque Ecológico. Foi sinal de que, em tese, os dirigentes ainda estão ao lado do treinador.

O presidente Andres Sanchez defende a permanência de Tite - pelo menos até o fim de seu contrato, em dezembro. O dirigente argumenta que é contra interromper um trabalho no meio do caminho e que o time ainda é líder. Mas como técnico vive de resultados - imediatos demais às vezes -, ganhar do Grêmio, quarta-feira, no Pacaembu, é obrigação para Tite.

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