Liedson comanda virada de campeão

Atacante faz os dois gols (o segundo aos 43 do 2º tempo) na vitória do Corinthians sobre o Flamengo, no Pacaembu, que recoloca a equipe na liderança

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2011 | 00h00

Empurrado por cerca de 37 mil torcedores, que não pararam de cantar um minuto, o Corinthians venceu de virada o Flamengo por 2 a1 no Pacaembu e se credenciou de uma vez por todas ao título do Campeonato Brasileiro. Com a vitória, chegou aos 43 pontos - dois a mais que São Paulo e Vasco - na liderança isolada. A noite foi de entrega, de homenagens, de júbilo pelos 101 anos do clube, comemorados na quinta-feira passada, e ao ídolo Sócrates, hospitalizado na capital paulista.

O jogo também foi acirrado, tenso e de muitas faltas. Dois personagens tomaram conta do estádio: o goleiro Felipe, ex-Corinthians, e o atacante Liedson, autor dos gols do líder.

Felipe entrou em campo sob muitas vaias e viu o Corinthians começar a partida a todo vapor. Não deixava o Flamengo respirar, tocava a bola no meio e deixava o adversário atônito com tanta pressão. Mas o grande problema é que a maior posse de bola e o grande número de finalizações não se transformavam em gols.

O time da casa jogava principalmente pelo lado direito, com Alessandro e Paulinho, que encontravam Junior Cesar sozinho para marcá-los. Era um festa. Ronaldinho não ajudava no setor e sobrecarregava o lateral. Aos poucos, os visitantes, e principalmente Ronaldinho, foram se encontrando na partida.

O craque começou a voltar um pouco mais para chamar o jogo e o confronto ficou equilibrado. E, aos 28, veio o gol do Flamengo, numa jogada já manjada, mas que é difícil marcar. Ronaldinho cobrou escanteio fechado, Renato Abreu desviou no primeiro pau e Deivid apareceu quase em cima da linha, livre, para mandar para o gol.

O Corinthians sentiu o golpe e ficou 15 minutos para voltar à partida. Antes do intervalo, teve duas chances, com Emerson e Liedson, mas a bola não teve a direção do gol. Na etapa final, os paulistas voltaram da mesma forma que começaram: pressionando e usando principalmente o lado direito do ataque. Aos 17, Liedson empatou, aproveitando cobrança do lateral Alessandro. E, aos 43, quando o empate era certo, a torcida foi à loucura com o segundo gol de Liedson, aproveitando uma bobeira da zaga flamenguista. Era a consagração do atacante, a desgraça de Felipe e a felicidade suprema da Fiel.

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