Liedson garante noite de festa e paz ao Corinthians

Atacante faz 2 na goleada sobre o Ituano por 4 a 0, que marcou o reencontro da equipe com a Fiel após o fracasso na Colômbia

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2011 | 00h00

Liedson chegou para ajudar a restabelecer a paz no Corinthians. Com dois gols na goleada por 4 a 0 sobre o Ituano, no Pacaembu, o camisa 9 contribuiu para apagar mais um pouco a frustração pela eliminação na pré-Libertadores. Depois de ganhar do Palmeiras, domingo, por 1 a 0, e aliviar o clima tenso entre time e torcida que se instalou após os 2 a 0 para o Tolima, há uma semana, a boa vitória de ontem à noite mostrou, ainda, que a paixão do corintiano pelo clube é maior do que um tropeço, não importa o quanto seja doloroso.

Uma semana após a fatídica noite na Colômbia, o Corinthians voltou a mandar uma partida - foi visitante diante do Palmeiras. Foi o reencontro com a torcida, que protestou na volta de Ibagué, quinta-feira (muros foram pichados e carros, quebrados), e tentou agredir os jogadores na sexta-feira e no sábado.

O temor que tomava conta da cabeça de alguns jogadores logo deu lugar ao sentimento de alívio. Mesmo com público decepcionante no Pacaembu, todos os presentes ali estavam para apoiar. As músicas de incentivo, presentes antes mesmo de a bola rolar, mostravam que a ferida, aos poucos, está sendo curada.

Numa noite que seria de Liedson, a ordem entre os jogadores era reconquistar o corintiano. Então, nada melhor do que mesclar garra, luta, com um bom resultado. E não demorou para o grito de gol ecoar no estádio.

A bola mal rolou e o "bombeiro" Alessandro, autor do gol da vitória diante do Palmeiras, domingo, recebeu de Danilo e, da linha de fundo, serviu Ramirez: 1 a 0. Na comemoração, alguns jogadores bateram a mão nos braços, tentando transmitir a mensagem de que têm "sangue nas veias", raça.

Com os laterais Alessandro e Marcelo Oliveira apoiando bastante, Danilo bem na armação e Jorge Henrique, Liedson e Ramirez movimentando-se bem, o segundo gol era questão de tempo. E surgiu depois de boa jogada de Liedson. O ex-jogador do Sporting, de Portugal, driblou o marcador e acabou derrubado. Falta perigosa. Chicão cobrou na barreira. O zagueiro pegou o rebote e voltou a comemorar um gol. Desde a segunda rodada do Brasileiro, em maio de 2010, ele não marcava.

Após um primeiro tempo tranquilo, o Corinthians voltou para a fase final administrando a boa vantagem e se poupando do forte calor da capital. Atacando com cautela para não correr risco, o Alvinegro viu o Ituano ameaçar em chutes de longa distância. Mas nada que colocasse a vitória provisória em risco.

Vendo o rival crescer, a torcida então entrou em ação. Deixou o tom cadenciado para aumentar a voz de incentivo. O time, já com Morais e Edno em campo, resolveu retribuir o apoio. Morais, garçom no clássico de domingo, repetiu a dose, servindo ao rápido Liedson duas vezes. Na primeira, o atacante mostrou que a camisa 9, até então apagada com Edno e Ronaldo no ano, lhe cai bem. Com chute seco, rasteiro, ampliou o placar aos 31 e definiu, com oportunismo, aos 46.

Depois de dias de pavor, os jogadores do Corinthians voltaram a sentir o calor de que tanto gostam de seus apaixonados torcedores. O time subiu para a sexta posição, ainda com um jogo a menos, e no domingo visita o Paulista, em Jundiaí.

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