Liedson honra camisa 9 e salva a noite

Em atuação decepcionante do Corinthians pós-Ronaldo, atacante faz os dois gols da vitória sobre o Mogi Mirim, no Pacaembu, e leva a equipe para o quarto lugar

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2011 | 00h00

A torcida do Corinthians viu ontem que a vida sem Ronaldo não será fácil. No primeiro jogo após a despedida do atacante, o futebol apresentado diante do Mogi Mirim no Pacaembu foi sofrível. A noite de terror só não acabou em pesadelo graças ao faro de gol de Liedson, inspirado com a camisa 9 que era do Fenômeno, ele foi um dos poucos a se salvar: acertou uma bola na trave, deu uma cabeçada perigosa e marcou duas vezes no triunfo por 2 a 0 que levou o time para o quarto lugar do Campeonato Paulista.

Domingo o adversário será o Santos e a diretoria promete homenagem para Ronaldo (ver na página). Mas para que a festa não seja frustrada pelos santistas, o futebol tem de melhorar. E muito. Falta criação, os passes de dois metros estão saindo errado, Danilo e Marcelo Oliveira viraram alvo da torcida, que os vaiou a cada toque na bola, e Liedson é o único que leva perigo.

"Temos a consciência que não fizemos uma grande partida, não impomos nosso ritmo. Mas nessa altura do campeonato o importante são os três pontos", reconheceu Liedson, mais uma vez descartando o rótulo de salvador da pátria. "O mérito é de todos. Hoje tive a felicidade de fazer dois, mas independentemente de quem faça, o importante é que o time vença."

Os gols de Liedson saíram na parte final da partida, quando a paciência dos quase 8 mil presentes já estava se esgotando e as vaias começavam a ecoar. Aos 26, ele aproveitou rebote de João Paulo e fez 1 a 0. Depois, aos 41, ele aproveitou a falha do goleiro, que tentou driblá-lo e, esperto, tocou a bola para as redes. Foi seu quarto gol em três partidas.

A vitória, apenas a quarta no ano em dez partidas, alivia um pouco a pressão sobre Tite. O técnico é apontado pela torcida - pediu sua cabeça - como um dos principais culpados pela queda na pré-Libertadores. Para o clássico, além de corrigir as falhas, o técnico terá outros problemas para resolver. O zagueiro Chicão, novo capitão após a aposentadoria de Ronaldo, saiu machucado aos 25 minutos, com dores musculares. E o volante Jucilei, na mira do futebol russo, saiu reclamando após ser substituído. "Ele está com muita dor e preocupa, sim. Com essa dor é difícil se recuperar logo e jogar", discursou, pessimista, o médico Júlio Stancati. Já Jucilei tentou pôr panos quentes na "briga". "Achei que tinha de jogar mais, mas ele é o comandante e não tenho do que reclamar."

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