Liminar garante Laura no quadro da CBDA

A Federação Internacional de Natação (Fina) suspendeu na tarde de sexta-feira a nadadora Laura Azevedo por dois anos, por causa do resultado positivo de seu exame de doping para as substâncias anabolizantes metiltestosterona, estanozolol e nortestoterona, realizado em maio. Apesar da suspensão, a atleta continuará integrada aos quadros da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), protegida por uma liminar concedida pela juíza da 26ª Vara Cível do Rio, Miriam Castro Neves. O presidente da CBDA, Coaracy Nunes, disse ter recebido a notificação judicial brasileira na tarde desta segunda-feira e nesta terça irá reintegrar Laura que, mesmo punida, estará liberada para participar de competições brasileiras. No entanto, o dirigente foi incisivo e afirmou que vai recorrer contra a decisão. Mesmo desrespeitando uma decisão da Fina, o presidente da CBDA disse não esperar sofrer qualquer tipo de sanção. ?Se deixar de acatar uma ordem da Justiça brasileira posso até ser preso", frisou o dirigente. ?O que vou fazer é recorrer. Vamos fazer o possível para provarmos que estamos certos. O resultado de Laura não tem nada de anormal." A decisão da Fina ainda é passível de um recurso no Tribunal do Esporte, em Lausanne, na Suíça. A mãe da nadadora, Margareth, disse que a família vai recorrer e tentar provar a inocência da atleta. Desde o anúncio do doping, a família já gastou cerca de R$ 130 mil no processo para inocentar a nadadora. De acordo com Margareth, sua filha está sendo alvo de uma injustiça e ameaçou processar a CBDA ou o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) por danos morais. Laura está em Coral Springs, nos Estados Unidos, onde mora, estuda e treina.

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