Limpeza geral nas categorias de base

Brunoro dispensa oito funcionários, acaba com o Palmeiras B e diz que não vai facilitar a vida dos empresários

O Estado de S.Paulo

13 de março de 2013 | 10h20

Quando chegou ao Palmeiras, José Carlos Brunoro disse que uma de suas maiores preocupações era arrumar a categoria de base, loteada por empresários. E ontem o diretor executivo apresentou aquele que será seu braço direito na reconstrução de um dos setores mais importante do clube. Junto com Brunoro, Erasmo Damiani, novo coordenador da base, terá a missão de transformar a instituição como referência na revelação de talentos.

A primeira missão é declarar guerra aos empresários. No Palmeiras, existem jogadores que têm até 70% de seus direitos econômicos ligados a empresários, o que praticamente faz com que o Palmeiras seja uma mera vitrine para os agentes. "A relação vai mudar. Quem vai mandar agora é o clube. E agora só vamos falar com um empresário, chega de falar com vários do mesmo atleta", disse Brunoro.

A chegada de Damiani - que já trabalhou no Figueirense e no Atlético-PR - e a saída de oito funcionários da base, incluindo o técnico Narciso, fazem parte do resultado de um diagnóstico feito pela empresa de Brunoro para detectar os problemas em diversos setores do clube. "Nunca tivemos olheiros e ficamos nas mãos de indicações de empresários", explicou Brunoro, que espera para os próximos dias o resultado dos outros departamentos.

A ideia é que os jogadores passem a ser, no mínimo, 60% do Palmeiras, mas a maioria vai ser 70%. Os casos de atletas que estão no clube e possuem vínculos maiores com empresários serão analisados individualmente.

Fim da linha. Uma das primeiras decisões de Brunoro é extinguir o Palmeiras B. O clube vai disputar o Campeonato Paulista da Série A-3 e em seguida encerra suas operações, já que perdeu o motivo de sua existência.

A ideia era que o time servisse de ponte para o garoto da base, com algum destaque, começar a se acostumar a jogar nos profissionais. Atualmente é um time com diversos atletas com idade avançada e vários garotos que têm a maior parte dos direitos ligados a empresários. O custo total do time B gira em torno de R$ 800 mil mensais. A equipe está em 17.º, na zona de rebaixamento da A-3. /D.B.

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