Diego C. Benitez/EFE
Diego C. Benitez/EFE

Lionel Messi não coloca Argentina entre favoritos à Copa do Mundo

Jogador do Barcelona aponta Alemanha, Brasil, Espanha e França para o título

Agência Estado

19 de março de 2014 | 12h56

BUENOS AIRES - A menos de três meses para o início da Copa do Mundo, Lionel Messi já vive a expectativa de vir ao Brasil para disputar a competição. Principal jogador do futebol mundial nos últimos anos, ao lado de Cristiano Ronaldo, o argentino, no entanto, não parece muito confiante na possibilidade de sua seleção ser campeã.

Perguntado sobre quais seriam as quatro seleções favoritas para levantar o troféu, Messi deixou de lado o time argentino. "Como sempre digo, os favoritos são as seleções grandes. Alemanha, Brasil, Espanha e França, creio que são as seleções que podem dar o que falar no Mundial", declarou, em entrevista à rede de tevê TyC Sports.

Mesmo sem colocar a Argentina entre as principais postulantes ao título, Messi sabe que o país tem condições de conquistar o Mundial, já que conta com nomes como Agüero, Higuaín, Di María, Mascherano, entre outros. Segundo o astro do Barcelona, no entanto, o talento não é o suficiente para a conquista de uma Copa e a equipe que levantar o troféu no Brasil precisará contar também com a sorte.

"Em um Mundial pode acontecer de tudo, você pode fazer uma grande partida e acabar perdendo. Em momentos pontuais, tem que ter sorte de campeão. Todos os times que foram campeões em algum momento tiveram sorte. No último Mundial, a Espanha ganhou do Paraguai (nas oitavas de final) com um pênalti que o Casillas pegou. Depois (na final, contra a Holanda), ele pegou uma bola cara a cara com o Robben. Foi a melhor seleção do Mundial, mas teve essa sorte de campeão que é preciso ter", disse.

Se a sorte acompanhar a Argentina, Messi sabe o impacto que teria um título da seleção justamente na terra de seu maior rival. Perguntado sobre a possibilidade de um novo "Maracanaço", como em 1950, quando o Brasil perdeu a final da Copa para o Uruguai, o craque ponderou. "É preciso ter tranquilidade, pensar primeiro no grupo e ir lentamente. Todos sonhamos com essa final, com levantar a Copa, mas é preciso ir aos poucos."

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