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LITERATURA: Serginho Chulapa, o eterno senhor 'Bad Boy', vira livro

Biografia conta a vida do centroavante, com atuações e gols antológicos entre anos 70 e 90

José Francisco de Oliveira, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2011 | 03h05

SÃO PAULO - Quem vê Adriano, do Corinthians, se envolvendo em seguidas confusões, talvez não imagine que tenha havido em outros tempos um jogador tão implacável na grande área como o atacante do Corinthians, mas com um comportamento dentro e fora do campo que faria o Imperador mais parecer um escoteiro.

Pois o jornalista esportivo Wladimir Miranda nos lembra que esse jogador existiu, e hoje é um "quase" pacato senhor de 58 anos que atua como olheiro do Santos, onde foi um dos maiores ídolos, após fazer também história maravilhosa no São Paulo.

A biografia autorizada 'O Artilheiro Indomável, as incríveis histórias de Serginho Chulapa' conta tudo sobre a vida do endemoniado centroavante, que entre os anos 70 e 90 fez a alegria - e tristeza - de milhões de torcedores, com atuações e gols antológicos. Poucos jogadores encarnaram de forma tão completa o estereótipo do jogador brasileiro: talentoso, indisciplinado, avesso a treinos e viagens longas, encrenqueiro, mulherengo, mas também generoso com os amigos da infância pobre.

A biografia conta como Serginho entrou para a história como um dos mais violentos e temperamentais atletas, pivô de diversos casos de brigas e agressões, a jogadores (alguns do próprio time), árbitros, torcedores e jornalistas, que lhe valeram suspensões pesadas e até a chance de ir à Copa do Mundo da Argentina, em 1978, por ter desferido um pontapé num bandeirinha.

Tudo o que o amante do futebol sempre quis saber sobre Serginho, mas tinha medo de perguntar, está lá: a infância pobre quando flertou com a criminalidade (os comparsas da primeira gangue morreram num confronto com a polícia); os treinos na várzea da Casa Verde, zona norte, onde nasceu e aprendeu a jogar futebol; a primeira decepção ao não ser aprovado na peneira da Portuguesa; o início no São Paulo; os 'migués' para escapar de treinos e viagens longas com o time; a paixão, quase vício, pelas prostitutas; e, claro, as brigas e agressões.

O próprio Serginho fez questão que não fosse poupado no livro. Até porque quem iria querer ler uma biografia em que Serginho aparecesse como santo? Ao recuperar as impagáveis, algumas aterrorizantes, passagens da longa carreira de Serginho, Wladimir procurou ouvir todos os envolvidos.

Muitas vezes, os enredos do futebol real superam a ficção. Serginho é um desses casos. Se tivesse sido 'inventado' na certa não teria saído tão bom.

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