Lobby olímpico divide dirigentes

Uma divergência entre o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, sobre como será o lobby na viabilização de R$ 159 milhões para os Esportes Olímpicos no orçamento do próximo ano do Governo Federal, marcou o encontro realizado pelo COB com os presidentes das confederações brasileiras, nesta terça-feira, no prédio da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Enquanto Nuzman insistia em uma ação a longo prazo junto aos parlamentares, Nunes decidiu-se por uma medida mais imediata.Como o prazo para a entrega de emendas do orçamento de 2002 para a Comissão de Educação, Cultura e Desporto termina na quinta-feira, Nunes convocou todos os presidentes de Confederação para uma visita aos deputados nesta quarta-feira. Nuzman refutou a idéia do presidente da CBDA, argumentando que a visita não pode ser de surpresa, mas organizada e "com hora marcada".O principal temor de Nuzman é a de que uma visita "inesperada e desorganizada" possa demonstrar "desunião" do setor. Já Coaracy considerou que "os parlamentares sempre se esquecem dos Esportes Olímpicos e se não for feita uma pressão, isso não vai mudar". O presidente da CBDA ainda informou que o Campeonato Sul-Americano de Natação, em 2003, será realizado em João Pessoa.Para o Ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles, o lobby deve ser feito, mas de uma maneira "clara e transparente, sem segundas intenções". Ele salientou que a expectativa é a de que o orçamento do ministério para o próximo ano supere a marca de R$ 1 bilhão.Pela Lei do Orçamento da União, somente R$ 7 milhões são garantidos aos esportes olímpicos. A tentativa de viabilizar R$ 156 milhões asseguraria a criação de vários centros de treinamentos de diversas modalidades esportivas.

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