David Gray / Reuters
David Gray / Reuters

Lochte celebra quebra de recorde de Phelps um ano após confusão no Rio

Nadador retornou às piscinas depois de suspensão de 10 meses por mentir sobre ter sido roubado no Rio

Estadão Conteúdo

07 de agosto de 2017 | 13h34

Foram mais de dez meses afastado das piscinas até o retorno na noite de domingo. E um ano depois de protagonizar uma confusão sem precedentes nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, Ryan Lochte fez bonito no US Open de natação, que está sendo disputado em East Meadow, nos Estados Unidos. Nos 200m medley, o atleta ficou com a medalha de ouro, com direito a quebra do recorde da competição, que pertencia a Michael Phelps.

Esta foi a segunda prova disputada por Lochte no US Open. No sábado, o norte-americano foi o quinto colocado nos 100m costas. Mas no domingo, voltou a mostrar sua velocidade na piscina e conquistou o ouro nos 200m medley ao marcar 1min59s24, superando o recorde de Phelps: 1min59s26, estabelecido na competição em 2006.

Apesar da marca, a reação de Lochte com seu desempenho não foi das mais animadas. "Fiquei um pouco desapontado. Se eu quebrei o recorde ou não, sempre acho que poderia ter ido mais rápido. Não importa qual foi o tempo esta noite, eu sabia que poderia ter sido mais veloz. No geral, não foi uma boa prova", declarou.

O US Open é a primeira competição de Lochte depois da suspensão de dez meses sofrida por seu comportamento na Olimpíada do Rio. Depois de encerrada a participação dele nos Jogos, o nadador denunciou ter sido assaltado voltando para a Vila dos Atletas após uma noitada. Uma investigação policial descobriu que ele e outros nadadores norte-americanos inventaram a história para evitar que a namorada de um deles descobrisse uma traição. Além disso, os atletas depredaram um posto de combustível.

A repercussão do caso foi mundial e arranhou a imagem de Lochte, que foi punido e respondeu a um processo por falsa comunicação de crime no Rio. De lá para cá, o nadador se tornou pai e garantiu que estará na Olimpíada de Tóquio em 2020. Com esse objetivo em mente, o norte-americano deixou a dura autocrítica de lado e admitiu que o retorno no US Open não poderia ter sido melhor.

"Era o momento de eu começar a fazer meu trabalho. Eu não vou descansar depois disso. Eu vou apenas voltar e passar a treinar, de verdade, ficando focado e tentando iniciar minha jornada para 2020. Eu tenho três anos até lá. Eu preciso voltar a treinar e nadar de verdade. Há apenas um caminho para ir, e este caminho é o topo", afirmou.

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