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Londres abre caminho para o UFC na Europa

Categoria volta a se mostrar na Inglaterra, em Wembley, para se espalhar pelo resto do continente

BRUNA TONI, ENVIADA ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2013 | 02h05

LONDRES - A música que toca nos alto-falantes ao redor da Arena Wembley, palco do UFC Londres amanhã, ainda é romântica e está muito longe das trilhas sonoras escolhidas pelos lutadores para o momento de suas entradas no octógono. Aos poucos, porém, a tranquilidade do bairro ao norte da capital inglesa vai se misturando à adrenalina do público que chega para assistir ao evento que terá o brasileiro Renan Barão na luta principal, defendendo seu cinturão interino pela primeira vez contra Michael McDonald.

Com ingressos que custam entre R$ 170 e R$ 670, o UFC Londres promete reunir, mais uma vez, um grande número de admiradores do MMA. Segundo o vice-presidente do evento, o inglês Garry Cook, a ideia é promover cada vez mais o esporte em seu país. "Vamos voltar a Londres trazendo os melhores lutadores do Reino Unido e do mundo todo. Há sempre uma grande demanda por eventos do UFC. Não tenho dúvida de que será um sucesso", diz o dirigente.

A onda de fãs do MMA, aliás, parece estar se alastrando por toda a Europa. Com uma longa carreira no mundo das lutas, o carioca Jorge Santiago, convocado de última hora para encarar o islandês Gunnar Nelson nesta edição, vê uma franca expansão do esporte no continente. "Passei três meses na Holanda para treinar muay thai em 2007 e ninguém conhecia o MMA. Hoje em dia, todo mundo lá sabe o que é", comenta o meio-médio, que também tem passagem pelo Japão e hoje treina nos EUA.

Recebendo seu 6º UFC, Londres também é o lugar certo para quem quer treinar. É aqui que fica a maior academia de MMA europeia, a Hooks Gym, comandada pelo ex-lutador e hoje treinador Paul Ivens. Com quadros e frases do ex-pugilista Muhammad Ali espalhadas pelo ambiente, o centro de treinamentos existe desde 1997 e hoje conta com 20 lutadores profissionais, entre eles o brasileiro Carlos Silva.

MMA na Olimpíada. Sem limites no que diz respeito à expansão do UFC no mundo, Dana White voltou a falar sobre o sonho de ver o MMA nos Jogos Olímpicos após o anúncio da possível retirada da luta greco-romana da programação oficial feito pelo Comitê Olímpico Internacional.

O presidente do UFC lamentou a desvalorização da modalidade, que vem formando grandes nomes no MMA há alguns anos, mas encarou a decisão como uma brecha positiva para a entrada das artes marciais mistas nos Jogos.

"Venho batalhando contra a decadência da luta olímpica há décadas. Esse esporte muda a vida das pessoas. O problema é que não é mais rentável. Isso pode indicar uma futura entrada do MMA na Olimpíada. Nós temos uma audiência sólida. O MMA mobiliza as pessoas", diz.

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