Londres dá exemplo no transporte público

Enquanto helicópteros de políticos e empresários congestionam o céu das grandes cidades brasileiras, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, foi ontem trabalhar de metrô e usou o mesmo meio de transporte para chegar ao Parque Olímpico, à tarde. No primeiro dia útil desde o início dos Jogos, a expectativa era de caos no transporte público, já que os horários das provas coincidiriam com os de ida dos londrinos ao trabalho. A previsão não se concretizou.

Análise: Adriana Carranca, REPÓRTER DO ESTADO / ENVIADA ESPECIAL A LONDRES, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h06

Os trens estavam cheios, mas não houve maiores dificuldades. Tanto que parte das faixas livres reservadas para carros credenciados durante os Jogos foram inutilizadas porque os convidados preferiram pegar o metrô para chegar aos locais das provas. "Burocratas, que poderiam usar a faixa especial, estão indo de metrô. O próprio Jacques Rogge (presidente do Comitê Olímpico Internacional) usou o DLR (linha de trem) para ir aos Jogos hoje, tenho orgulho em dizer", afirmou ontem o prefeito de Londres, Boris Johnson, de mochila nas costas e capacete, depois de chegar ao seu gabinete de bicicleta, como faz todos os dias.

David Cameron usou ontem a linha Bakerloo do metrô para assistir atletas britânicos no nado sincronizado. No trajeto, conversou e tirou fotos com passageiros, enquanto seguranças observavam discretamente à distância. O objetivo era mostrar eficiência no transporte público, mas não é raro Cameron usar o metrô para se deslocar pela cidade em outras ocasiões.

O transporte público é um dos principais desafios para o Brasil, que não tem sequer metrô ligando os aeroportos às cidades. O leilão do trem-bala que ligará São Paulo, Campinas e Rio já foi adiado três vezes e a linha não deve ficar pronta para a Olimpíada de 2016.

E RIO 2016

COMO SERÁ?

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