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Londres diz que membros do Rio/2016 se apropriaram de arquivos não autorizados da Olimpíada/12

Episódio foi reportado aos dirigentes do comitê brasileiro, que tem Carlos Arthur Nuzman no comando

AP, Agência Estado

21 de setembro de 2012 | 11h18

Em um episódio embaraçoso para os organizadores dos Jogos Olímpicos do Rio, membros do Comitê da Olimpíada de 2016 foram pegos se apropriando de arquivos dos organizadores britânicos durante a última edição da competição, em julho e agosto, na cidade de Londres. O Comitê Organizador da Olimpíada de Londres acusou nesta sexta-feira que funcionários do Rio/2016, portanto brasileiros, que trabalhavam na cidade inglesa com parceiros do departamento de tecnologia local, tinham baixado no computador documentos internos sem autorização prévia, o que caracteriza 'roubo de informação'.

Os brasileiros estavam trabalhando com os organizadores durante a realização da Olimpíada de Londres, entre 27 de julho e 12 de agosto, como parte de um "programa de transferência de conhecimento" entre as cidades-sede dos Jogos Olímpicos.

"Posso confirmar que houve um incidente envolvendo os membros da equipe do Rio que acessaram arquivos e os removeram sem a nossa permissão", disse Jackie Brock-Doyle, porta-voz do Comitê Organizador da Olimpíada de Londres. "Nós reportamos isto aos organizadores do Rio. Eles agiram rapidamente para resolver o problema e devolveram os arquivos pegos."

Os funcionários da Rio envolvidos no episódio foram retirados do programa de Londres/2012. A natureza e o conteúdo dos arquivos não foram imediatamente conhecidos. No entanto, as autoridades disseram que os documentos provavelmente teriam sido fornecidos à equipe de Rio se tivessem sido solicitados.

Membros do alto escalão do Comitê Organizador da Olimpíada de Londres foram notificados e informaram o incidente ao Comitê Organizador da Olimpíada do Rio, que tem Carlos Arthur Nuzman como presidente e Leo Gryner como diretor-geral. O Rio, a primeira cidade da América do Sul a ser escolhida para sediar a Olimpíada, mandou centenas de funcionários para Londres durante os Jogos para monitorar as operações. Nuzman ainda não se manifestou sobre o ocorrido.

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