Londres marca estreia de sete países no pódio olímpico

Atletas da Guatemala, Botsuana, Granada, Montenegro, Chipre, Bahrein e Gabão conseguiram subir ao pódio

AE, Agência Estado

12 de agosto de 2012 | 19h07

Longe dos recordes mundiais e das primeiras posições do quadro de medalhas, as conquistas em Londres foram motivo de grande emoção para sete países em especial. Os Jogos Olímpicos de 2012 foram a primeira ocasião em que atletas da Guatemala, Botsuana, Granada, Montenegro, Chipre, Bahrein e Gabão conseguiram subir ao pódio.

A primeira estreia desta edição da Olimpíada veio da América Latina. Na marcha atlética masculina de 20km, Erick Barrondo conseguiu um surpreendente segundo lugar e, aos 21 anos de idade, marcou a história esportiva da Guatemala, com a primeira medalha olímpica do país após 13 participações nos Jogos.

Dois dias depois da medalha guatemalteca, duas ilhas comemoraram o feito inédito de um pódio olímpico. Na prova de 400 metros masculino do atletismo, Kirani James conquistou a primeira medalha para a caribenha Granada em grande estilo, ao terminar a corrida na ponta. E Chipre, no Mediterrâneo, ficou com a prata na classe Laser da vela, graças a Pavlos Kontides.

De outra prova masculina do atletismo, os 800 metros, saiu uma prata para a Botsuana com Nijel Amos, de apenas 18 anos. Na ocasião, o pódio foi inteiro africano, com dobradinha previsível do Quênia em primeiro e terceiro lugares. Apenas quatro atletas representaram a Botsuana nesta Olimpíada, três deles no atletismo.

Confirmando a vocação do atletismo para destacar talentos individuais, a primeira medalha do Bahrein veio da prova de 1.500 metros feminina. Maryam Yusuf Jamal na verdade nasceu Zenebech Tola na Etiópia, virou refugiada na Suíça e, para continuar a competir, acabou por adotar a cidadania do Bahrein. Ela representa o país desde 2005, quando mudou de nome, e já havia ficado em quinto lugar nos 1.500 metros em Pequim/2008. Em Londres, ganhou bronze.

Surpreendendo no tae kwon do, Anthony Obame, do Gabão, por pouco não ficou com a medalha de ouro. A luta com o italiano Carlo Molfetta terminou empatada mesmo depois do tempo extra, e o gabonês perdeu na decisão dos juízes. Assim, garantiu a prata e a estreia do país africano na lista de medalhistas olímpicos.

Com uma história marcada por conflitos territoriais e de identidade, Montenegro só competiu como nação em uma Olimpíada em Pequim/2008. Agora, a tradição da antiga Iugoslávia no handebol rendeu à república independente sua primeira medalha olímpica, uma prata na competição feminina em Londres.

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