Londres pede a COI homenagem aos mortos de Munique

Políticos ingleses querem que um minuto de silêncio seja respeitado na cerimônia de abertura ou encerramento dos Jogos

LONDRES, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2012 | 03h09

Legisladores de Londres pediram ao Comitê Olímpico Internacional para mostrar coragem política e permitir um minuto de silêncio durante as cerimônias de abertura ou encerramento dos Jogos de Londres para marcar o 40.º aniversário do massacre de Munique.

Onze membros da equipe israelense morreram nos Jogos Olímpicos de 1972 em Munique após serem mantidos reféns pelo grupo terrorista palestino denominado Setembro Negro.

O governo da então Alemanha Ocidental, liderado pelo primeiro-ministro Willy Brandt, recusou-se a permitir a intervenção de uma equipe de operações especiais do Tzahal, conforme proposta da premiê de Israel, Golda Meir.

A Assembleia de Londres votou por unanimidade ontem uma moção de apoio por um minuto de silêncio para os atletas e técnicos que morreram no ataque.

Andrew Dismore, que propôs a moção, disse que as mortes foram além da política e da nacionalidade.

"O COI diz que fazer um minuto de silêncio para homenagear estas vítimas do terrorismo seria um 'gesto político', mas certamente não fazer um minuto de silêncio é, em si, o gesto político", disse ele em um comunicado. "Isto não tem a ver com a nacionalidade das vítimas - eram atletas olímpicos."

Os londrinos arcaram com cerca de 10% dos 9,3 bilhões de libras (US$ 14,6 bilhões de dólares) da conta pública para ser sede dos Jogos, com o restante vindo do governo central e da loteria nacional.

Roger Evans, outro parlamentar que apoiou a moção, disse que "o COI precisa mostrar um pouco de coragem política e permitir a lembrança de uma tragédia que afetou os convidados deles durante o evento organizado há 40 anos."

O comitê organizador de Londres (LOCOG), responsável pela realização dos Jogos, disse que isso era uma questão para o COI.

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