Londres se despede dos Jogos; EUA lideram nas medalhas

Londres despede-se dos Jogos Olímpicos neste domingo com shows de grandes nomes da música pop britânica e encerra mais de duas semanas de competições, que culminaram com os EUA como líder mundial na conquista de medalhas de ouro.

MIKE COLLETT-WHITE E BELINDA GOLDSMITH, Reuters

12 de agosto de 2012 | 18h14

Os Estados Unidos terminaram os Jogos Olímpicos de Londres com 46 ouros, contra 38 da China após 16 dias de eletrizantes disputas na capital britânica.

Enquanto a multidão na arquibancada já fazia a "ola" no Estádio Olímpico, os organizadores colocaram dentro do local reconstruções de pontos turísticos da cidade, como a Tower Bridge e a Catedral St. Paul.

A cerimônia de encerramento começou às 17h (hora de Brasília). O ator Timothy Spall, vestido como o ex-primeiro ministro britânico Winston Churcill leu um trecho de "A Tempestade", obra de Shakespeare.

O país sede dos Jogos concluiu o evento com 29 ouros, ficando com a terceira posição geral, o melhor resultado em 104 anos, o que ajudou a nação a deixar de lado a apreensão de uma recessão econômica que, pelo menos momentaneamente, teve pouco espaço nos jornais.

"Eu diria que a história foi escrita para muitos atletas. Os Jogos foram absolutamente fabulosos. Londres definitivamente deu novos ares às Olimpíadas", afirmou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, concordou, com uma sucinta mensagem no Twitter: "A Grã-Bretanha cumpriu as expectativas. Mostramos ao mundo do que somos feitos."

No último dia de competições, o time norte-americano masculino de basquete, que contou com astros como LeBron James, Kevin Durant e Kobe Bryant, derrotou a Espanha na final, em uma reedição do que aconteceu em Pequim, há quatro anos.

Ainda neste domingo, Stephen Kiprotich, de Uganda, derrotou dois rivais quenianos e venceu a maratona masculina em prova que teve o brasileiro Marílson dos Santos como 5o colocado. A multidão que acompanhou a disputa refletiu o entusiasmo local apesar das dúvidas sobre os custos dos Jogos.

Após vencer, Kiprotich ajoelhou-se e beijou uma bandeira de seu país, com a qual terminou a prova.

Neste domingo, Grã-Bretanha, Cuba, Cazaquistão, Rússia e Ucrânia conquistaram ouros no boxe, enquanto Japão e EUA conseguiram o mesmo na luta greco-romana. A lituana Laura Asadauskaite conquistou o último ouro dos Jogos no pentatlo moderno feminino, com a brasileira Yane Marques ganhando um inédito bronze.

LENDAS

Muitos lembrarão de Londres 2012 pela quebra de recorde do nadador norte-americano Michael Phelps, que terminou sua participação e carreira acumulando 22 medalhas, incluindo 18 ouros: o maior atleta olímpico da história.

Também foram os Jogos de Usain Bolt, o maior nome do atletismo. Após ganhar o ouro no revezamento 4x100 m rasos, seu terceiro em Londres, ele foi a uma boate e gritou como DJ: "Eu sou uma lenda."

Para os britânicos, também ficará na memória a demolidora vitória de Andy Murray sobre o suíço Roger Federer na final do torneio masculino simples de tênis.

Para a Cerimônia de Encerramento, os organizadores prepararam nomes como Spice Girls, The Who e George Michael, em um show intitulado "Uma Sinfonia da Música Britânica", depois do qual a chama olímpica se apagará e os olhos do mundo se voltarão para o Rio de Janeiro, que sediará as Olimpíadas em 2016.

Apesar das preocupações com o sistema de transporte e o efetivo insuficiente de segurança, os Jogos decorreram sem grandes problemas. Até o clima melhorou durante o evento. Mas, para alguns, as Olimpíadas tiveram um gosto amargo.

A China sai de Londres na mira dos críticos, que acusaram a nadadora adolescente Ye Shiwen de doping, depois de ela fazer tempos que rivalizaram com os dos homens nas piscinas.

O chefe da delegação chinesa em Londres, Liu Peng, afirmou em coletiva de imprensa neste domingo que as acusações não tinham fundamento, e que o país é contra o uso de substâncias proibidas.

"Isso é realmente injusto e sem fundamento", disse Liu. "Há indivíduos e jornalistas que estão acusando, sem fundamento, os nossos atletas chineses. Essas pessoas deveriam respeitar a dignidade e reputação dos esportistas."

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