Love nega relação com traficantes da Rocinha

Love nega relação com traficantes da Rocinha

Em depoimento na 15ª delegacia, atacante do Flamengo disse que vai comparecer menos às festas na Favela

Bruno Boghossian, Rio, O Estadao de S.Paulo

24 de março de 2010 | 00h00

Para fugir de novas confusões, Vagner Love deve participar cada vez menos das festas da Favela da Rocinha. O jogador do Flamengo, que aparece em um vídeo gravado na comunidade sendo escoltado por traficantes armados com fuzis, disse ontem à polícia que não tem nenhuma relação com os criminosos e que vai evitar os bailes na favela.

Love foi convidado pelos investigadores da 15.ª DP a prestar esclarecimentos como testemunha de um inquérito que apura os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de armas na comunidade. O atacante negou que tenha recebido proteção de traficantes, mas admitiu que a sua presença ao lado de bandidos armados "não é uma coisa positiva".

Love acredita que atraiu a atenção dos homens por ser uma pessoa conhecida - ele aparece ao lado de traficantes em imagens gravadas por uma câmera escondida em 27 de fevereiro, exibidas pelo Fantástico, da TV Globo.

O advogado do atacante, Diogo Souza, acompanhou o depoimento e ressaltou que Love não está sendo investigado pela polícia. "Não há crime algum. O fato de ele ter comparecido a um baile na Rocinha não é ilícito", disse. "É ruim frequentar esses locais, mas é um pouco inevitável, em virtude de ele ter nascido na favela, participar de programas sociais e de ter dois afilhados na Rocinha."

Adriano intimado. Outro flamenguista irá prestar esclarecimentos à polícia. Adriano foi intimado a comparecer, amanhã, no 22ª DP (Penha) para explicar a compra de uma moto para Marlene Pereira, mãe de Paulo Rogério de Souza Paes, conhecido como Mica e apontado como chefe do tráfico da Favela da Chatuba.

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