Lucas deixa São Paulo em vantagem

Atacante faz um belo gol aos 43 minutos da etapa final e garante vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba; agora, basta empate no Paraná para chegar à decisão

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2012 | 03h05

Se era fundamental construir o resultado no Morumbi para o São Paulo avançar à final da Copa do Brasil, o time deve a Lucas o primeiro passo para atingir seu objetivo. O atacante correu, suou, brigou e marcou nos minutos finais o gol que garantiu a vitória por 1 a 0. Agora, o Tricolor pode empatar no Couto Pereira ou perder (desde que marque ao menos um gol) para chegar à decisão.

Desde os primeiros minutos o Coritiba mostrou porque chegou mais uma vez entre os finalistas. Aos três minutos, Ayrton mandou uma bomba de falta que raspou a trave de Denis. Era o prenúncio do verdadeiro banho de bola que viria a seguir.

Marcelo Oliveira superou de longe o duelo tático com Leão e mostrou que tem o time nas mãos. Adiantou a linha de marcação e sufocou a saída de bola no campo de defesa do rival, deixando apenas jogadores com menos habilidade com a bola nos pés. Lucas Mendes colou em Lucas, Gil pegou Casemiro e Sergio Manoel se revezava entre o combate a Cortez e a cobertura dos zagueiros. Com a bola nos pés, Everton Ribeiro e Roberto imprimiam a correria nas costas de Douglas. As oportunidades começaram a aparecer e o placar só não foi movimentado porque Denis e a falta de pontaria dos atacantes evitaram o pior.

A resposta são-paulina só vinha em lances esporádicos ou na individualidade de seus atletas, como nas arrancadas e dribles de Lucas ou em lambança da zaga em que Luis Fabiano quase se aproveitou. A inexistência tática ficou agravada pelo inexplicável nervosismo desde os primeiros minutos. A ansiedade até se justifica, afinal o domínio paranaense era evidente e cada vez maior.

Se havia alguma esperança de reação, ela foi fulminada quando Paulo Miranda voltou a viver noite de vilão e foi expulso após voadora estabanada em Sergio Manoel. Pouco depois, Everton Ribeiro mandou uma bomba no travessão e quase abriu o marcador.

Com o controle das ações e numericamente superior, o Coritiba manteve a bola nos pés e passou a gradualmente diminuir o ritmo e só se expor caso encontrasse espaços. E quando tudo parecia perdido, Lucas, incansável, fez a torcida explodir. Em jogada individual, como tinha que ser, limpou a zaga e fez o gol redentor. (leia mais na pág. 3)

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