Lucas não quer nem saber de despedida

Meia do São Paulo só voltará a atuar no Morumbi se o time for à final e enfrentar o Tigre na decisão do torneio

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2012 | 02h05

"Não quero falar de despedidas hoje". A frase seguida de um sorriso de Lucas foi o indicativo óbvio de que seria impossível o camisa 7 não falar sobre o que pode ser seu último jogo no Morumbi com a camisa do São Paulo. Negociado com o Paris Saint-Germain por 43 milhões, ele só voltará ao estádio caso o Tricolor passe para a decisão e o Tigre vença o Millonarios amanhã em Bogotá na outra semifinal.

Isso porque a casa são-paulina está alugada para os shows da cantora Madonna nos dias 4 e 5 de dezembro. Caso enfrente os argentinos, o time faria o segundo jogo em casa, no dia 12. Se os colombianos levarem a melhor, o primeiro jogo acontecerá no Pacaembu, no dia 5, e Lucas não terá a possibilidade de voltar a atuar no Morumbi antes de se transferir em janeiro.

Ciente de que pode ter seu derradeiro ato no estádio em que ganhou projeção mundial e o levou a virar a maior transação do futebol brasileiro, o jovem astro promete que deixará as emoções de lado quando a bola rolar e irá se concentrar apenas na Católica. "Tenho a consciência de que pode ser o último jogo em casa, mas temos como evitar isso. Estou com o dobro da vontade de cada jogador, quero muito dar esse presente à torcida, faz tempo que não conquistamos nada e seria muito legal sair assim, com um título", projetou o jogador, que foi o principal nome no jogo de ida e terá a companhia de Osvaldo e Luis Fabiano no ataque.

O discurso de despedida muda quando o foco é o jogo. Lucas concorda que o Tricolor deixou de encaminhar a classificação no Chile e espera não repetir os vacilos em casa. Para ele, a receita para a classificação passa pela calma na hora de concluir as oportunidades, exatamente o que faltou em Santiago. No entanto, descarta ter uma responsabilidade adicional por causa do seu adeus. "Sei do patamar que alcancei e que isso faz as pessoas apostarem em mim, mas não jogo sozinho. Procuro fazer minha parte e está todo mundo preparado", disse.

Caso consiga levar o Tricolor à inédita final, o camisa 7 então poderá se dedicar a 'secar' o Millonarios para poder ter a oportunidade de fazer mais um jogo em casa e deixar o Morumbi com um título. " Seria o melhor (o Tigre vencer), mas primeiro precisamos fazer nossa parte". /F.F.

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