Lucas volta para tentar salvar o ano do São Paulo

Após 40 dias com a seleção olímpica, meia começa a despedida do clube, já que no fim do ano ele vai para a França

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h01

A última partida de Lucas pelo São Paulo aconteceu em 8 de julho, na vitória por 3 a 1 contra o Coritiba no Morumbi. Ao se despedir antes de disputar os Jogos Olímpicos, deixou a equipe com duas vitórias seguidas e o discurso otimista de que o Tricolor saberia se virar sem ele. Quarenta dias depois, ele volta com o status (e responsabilidade) de salvador da pátria e de jogador mais caro da história do Brasil ao ser negociado com o PSG por 43 milhões de euros.

Os números mostram que o Tricolor ainda não aprendeu a viver sem seu jovem meia. Em dez jogos, conquistou quatro vitórias, um empate e cinco derrotas (aproveitamento de apenas 43%, contra os 70% do restante da temporada) e não foram poucas as vezes que o torcedor sentiu saudades das arrancadas e improvisações do garoto. A longa espera pelo reencontro termina hoje, quando ele pisar no gramado para enfrentar a Ponte Preta e automaticamente se transformar na maior esperança de devolver o time ao rumo da vitória.

Se conseguir repetir o futebol de alto nível que vinha apresentando antes de se juntar à seleção, ele poderá alcançar outros dois objetivos: dará a "resposta" para Mano Menezes que poderia ter sido mais aproveitado pelo técnico em Londres e ainda ajudará a saciar a curiosidade dos torcedores e futuros companheiros do PSG, que a partir de agora devem acompanhar atentamente seus passos para conhecê-lo.

Quem tinha alguma dúvida sobre o interesse em continuar jogando no País a seis meses de se tornar um milionário da bola mudou de ideia já ontem. Lucas desembarcou por volta das duas da manhã e às nove estava com os demais companheiros treinando normalmente. "Ele está demonstrando que quer jogar o tempo todo; se percebesse que ele só gostaria de ver o tempo passar, não utilizaríamos, mas ele sabe do momento do time e quer ajudar", elogiou o técnico Ney Franco.

Acostumado a formar o ataque com Luis Fabiano, hoje ele terá Ademilson ao seu lado. Apontado como possível sucessor, Lucas é apenas elogios ao companheiro e amigo. "O Ademilson é um grande parceiro, Tem um potencial enorme, é rápido e tem faro de gol."

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