Lúcio alerta, e Ganso vê futuro ''brilhante''

LOS CARDALES

Silvio Barsetti e Paulo Galdieri, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2011 | 00h00

Lúcio assumiu ontem, finalmente, o papel de capitão da seleção brasileira e disparou cobranças para cima do elenco, que patina na Copa América após duas rodadas disputadas na primeira fase da competição.

O zagueiro evocou a seriedade e o comprometimento como bandeiras para que o time não passe o vexame de voltar eliminado na primeira fase da competição - algo que não acontece desde 1987 (quando a campanha incluiu uma goleada de 4 a 0 sofrida diante do Chile).

"Cada um tem de saber o peso da camisa da seleção e a responsabilidade que cada um tem aqui dentro. Seleção é não é só uma vitrine. Cada um tem de saber que tem que jogar mais sério. Cada um tem de ter consciência disso", discursou.

Advertência aos calouros. O recado, sempre em tom sereno, contrastante com a firmeza das declarações, não foi para nenhum jogador diretamente, mas ficou claro que se tratou de uma advertência para os novatos, sobretudo para os mais badalados, como Ganso e Neymar. Lúcio foi duro ao criticar a individualidade e a "brincadeira", uma especialidade dos dois jogadores santistas.

"A gente tem sempre de preservar a seriedade e o comprometimento com a seleção brasileira. O símbolo na frente da camisa é mais importante que o nome que vai atrás. Representamos uma nação. Todos que estão aqui estão deixando de tirar férias. Então, acredito que ninguém veio aqui para brincar."

Enquanto Lúcio falava, Paulo Henrique Ganso entrou na sala de conferências para conceder sua entrevista, que seria logo em seguida. Mesmo com a presença do meia ali ao seu lado, Lúcio não adoçou as palavras. Manteve a cobrança em tom forte e repetiu algumas vezes que os jovens, como Ganso, e os experientes, como ele, precisam ter o mesmo comprometimento.

O meia do Santos surpreendeu ao fazer pouco das críticas e praticamente dizer que uma eliminação da seleção brasileira na primeira fase é normal. Para ele, um fracasso não marcará negativamente a sua geração. "Mesmo que ocorra uma derrota isso não vai marcar. São grandes jogadores, de qualidade tremenda, com um futuro brilhante pela frente.

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