Luis Fabiano ajuda e atrapalha

Artilheiro e capitão do São Paulo faz o gol da vitória sobre o Atlético-MG, mas volta a demonstrar o conhecido descontrole e acaba expulso no fim do jogo

ALMIR LEITE, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2012 | 03h01

Luis Fabiano deu mais uma vitória ao São Paulo. Foi dele o gol sobre o Atlético-MG que garantiu o terceiro triunfo tricolor no Brasileiro, o terceiro 1 a 0 do time. Ontem, porém, Luis Fabiano deu mais uma dor de cabeça ao técnico Emerson Leão, por causa de sua incrível dificuldade de se controlar emocionalmente. Foi expulso novamente, e outra vez de maneira infantil.

Um minuto depois de ter respondido com uma entrada violenta em Leandro Donizete uma falta que havia sofrido do volante e não foi marcada (recebeu cartão amarelo, mas poderia ter sido o vermelho), Luis Fabiano, por causa de uma simples cobrança de falta do meio de campo, xingou o juiz e acabou expulso, aos 41 da etapa final.

Antes da partida, o São Paulo homenageou os jogadores campeões da Libertadores de 1992. Zetti, Cafu, Pintado e Ronaldão, entre outros, receberam medalhas alusivas à primeira das três conquistas continentais do clube. Raí até levantou novamente a taça. Telê Santana foi lembrado com carinho e respeito pelos torcedores. E os jogadores do time atual tiveram os nomes dos que formaram aquela equipe vencedora.

Quando o jogo começou, porém, não se viu no São Paulo atual uma das qualidades daquele time de 20 anos atrás: a prioridade do jogo coletivo sobre as tentativas individuais. Isso fez, por exemplo, Luis Fabiano reclamar de Lucas - cuja caraterísticas são as arrancadas com a bola dominada -, embora não tenha dito o nome do atacante.

Ainda assim, o São Paulo dominou a etapa, embora não tenha sido uma superioridade expressiva. O Atlético preferiu tomar precauções defensivas a ter o ataque como prioridade. Dependia muito de Ronaldinho. Mas, bem marcado, sobretudo por Casemiro, o gaúcho pouco produzia. Lembrou aquele jogador do Flamengo, que se limitava às cobranças de faltas e escanteios e aos passes longos - a maioria deles equivocados.

No entanto, o São Paulo demorou para chegar ao gol, embora tenha criado algumas chances - nenhuma delas clara. Mas aos 41 minutos, quando Jadson fez um excelente passe para Luis Fabiano na área, o artilheiro fez aquilo que o torna um jogador competente: bateu com precisão na saída do goleiro Giovanni e fez 1 a 0.

Naquela altura, a equipe já tinha Maicon no lugar de Fabrício, que continua vítima da falta de sorte. Aos 21 minutos, o volante, que vive às voltas com contusões, prendeu o pé no gramado e machucou-se de novo. Deixou o campo chorando, desolado.

Os médicos disseram que ele torceu o joelho esquerdo e hoje, por meio de exames, irão avaliar a gravidade da lesão.

A inoperância ofensiva do time mineiro acabou na etapa final. Com Leandro Donizete no lugar do volante Pierre, o Atlético ficou, pelo menos, um pouco mais atrevido. Em determinados momentos, chegou mesmo a dominar a partida.

Na parte final do jogo, o que marcou foi o descontrole do artilheiro e capitão são-paulino, que deixa novamente o time na mão, e Leão contrariado. "O Luis Fabiano faz falta para qualquer time, até para a seleção, mas por esses motivos (expulsões e temperamento) é que não está lá. A cobrança é geral. Como goleador, ninguém contesta, mas o temperamento, sim", disse o técnico.

Gol: Luis Fabiano, aos 41 minutos do segundo tempo.

SÃO PAULO (4-4-2): Denis; Douglas (Rodrigo Caio), Rhodolfo, Paulo Miranda

e Cortez; Fabrício, Casemiro (Maicon), Cícero e Jadson; Lucas (Osvaldo) e

Luis Fabiano. Técnico: Leão.

ATLÉTICO-MG (4-5-1): Giovanni; Carlos César (André), Réver, Rafael Marques e Junior Cesar; Pierre (Leandro Donizete), Richarlyson, Danilinho (Juninho), Ronaldinho Gaúcho e Bernard; Jô.

Técnico: Cuca.

Juiz: Elmo Alves Resende (GO).

Cartão amarelo: Douglas, Pierre, Lucas e Luis Fabiano.

Cartão vermelho: Luis Fabiano.

Renda: R$ 246.970,00

Público: 10.364 pagantes.

Local: Morumbi.

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