Luis Fabiano ameaça ir embora e depois volta atrás

Um dia depois da derrota no Morumbi para o Vasco e do início de uma possível crise, o São Paulo prefere esfriar a cabeça, a começar por Luis Fabiano. O artilheiro e capitão do time desabafou após o jogo e mencionou que as vaias de parte da torcida o fariam repensar seu futuro no clube. Mas a palavra dada pelo atacante aos dirigentes é de que não há possibilidade de saída.

CIRO CAMPOS, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2012 | 03h03

Os gritos de "pipoqueiro" para o jogador vieram na maioria da torcida organizada repetindo o mesmo protesto feito depois da eliminação na semifinal da Copa do Brasil.

"Vamos pensar agora e, durante esses dias, repensar. Vamos com a cabeça fria analisar o que é bom para mim e bom para o São Paulo. Vamos ver o que vai acontecer", disse Luis Fabiano após deixar o campo.

O atacante foi procurado ontem pela reportagem. A assessoria de imprensa do jogador afirmou que ele não ia se manifestar, muito menos deixar o São Paulo após uma declaração dada de cabeça quente após o jogo.

O panorama de cobranças e críticas por parte da torcida sobre Luis Fabiano repete o que se passou em 2004, logo após a eliminação do São Paulo na semifinal da Libertadores da América. O mal-estar gerado na ocasião pelos mesmos gritos de "pipoqueiro" contribuiu para a transferência dele para o Porto.

A segunda passagem dele pelo São Paulo iniciou com euforia ano passado e nesta temporada o atacante assumiu a faixa de capitão com a ausência de Rogério Ceni. A função de líder trouxe a ele cobranças e a responsabilidade de cobrar os colegas dentro de campo.

Ontem, a torcida já deu provas de que confia no jogador. No Twitter o tópico que pede para que Luis Fabiano fique no São Paulo esteve entre os mais comentados na rede mundial.

Repercussão. Ontem os muros do CT do São Paulo apareceram com algumas pichações contra o fraco desempenho do time. O clube prontamente providenciou uma nova pintura para esconder as críticas contra a diretoria e o elenco.

Apesar disso a reapresentação dos jogadores ontem foi cercada de tranquilidade. A mesma cabeça fria foi demonstrada por Rodrigo Caio, que recebeu cartão vermelho contra o Vasco. "Eu fui infantil na jogada, coloquei a mão na bola. Aconteceu, mas agora é levantar a cabeça. Logo depois do jogo eu pedi desculpas para os meus companheiros", afirmou. O zagueiro Rafael Toloi também concorda que o time está devendo. "Nos podemos jogar mais, sim. Nossa equipe tem muita qualidade", comentou.

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