JF Diório/Estadão
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Luis Fabiano é aposta do São Paulo para derrubar o Corinthians

Aos 33 anos, atacante vive grande fase e comemora volta por cima no Tricolor

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

09 de março de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - Nem mesmo Luis Fabiano imaginou que sua recuperação seria tão rápida após terminar o ano envolto em lesões e poucos gols. A mudança de atitude do atacante combinada com um trabalho especial para prepará-lo fisicamente resultou em um jogador que mesmo aos 33 anos voltou a exibir o instinto goleador de um iniciante. Não à toa as esperanças do São Paulo sair vitorioso contra o Corinthians hoje passam pelos seus pés.

Os números jogador até aqui são quase irretocáveis: só não participou de um jogo na temporada (poupado) e marcou oito gols nas 11 vezes que esteve em campo. Além disso, está visivelmente mais magro e ágil e tem conseguido atuar sem dor. "No ano passado tinha vontade mas não tinha força, me sentia fraco. Eu queria e não tinha condição, hoje quero e tenho condição", disse o jogador em recente entrevista exclusiva ao Estado.

Sua grande fase é um dos trunfos de Muricy Ramalho para o ataque voltar a marcar nos jogos contra os principais rivais após sete confrontos; a última vez que balançou as redes em um clássico foi em julho do ano passado, contra o próprio Corinthians, no primeiro jogo da Recopa Sul-Americana. Em 2014 o time passou em branco contra Palmeiras (derrota por 2 a 0) e Santos (empate sem gols).

O comprometimento demonstrado nos treinos e jogos não passam batidos por Muricy, que elogia a mudança. "Ele está feliz, entendeu que precisa treinar e os resultados estão aparecendo. Não perde treinos, está bem fisicamente e os gols voltaram", analisou o treinador, que manterá Osvaldo e Pabon pelas pontas para municiá-lo. Com 186 gols, Luis Fabiano está a três de se igualar a Teixeirinha como terceiro maior goleador da história do clube.

A história poderia inclusive tê-lo colocado do lado rival. Em 2011, o Corinthians fez uma proposta para tirá-lo do Sevilla, mas ele barrou as negociações para esperar pelo Tricolor. "É difícil você ter uma identificação com um clube e ir para outro. Nunca passou pela minha cabeça jogar pelo Corinthians", disse. Se mantiver a grande fase e ajudar encerrar o jejum de vitórias em clássicos, não restam dúvidas de que sua recuperação estará completa.

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