Luis Fabiano faz 2 e pulveriza tabu

Atacante marca os dois gols na vitória do São Paulo, de virada, sobre o Corinthians, no Pacaembu; a primeira do Tricolor depois de seis jogos e sete anos

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2012 | 03h04

Com dois gols, Luis Fabiano pulverizou uma provocação que, recentemente, incomodava o São Paulo, a de 'freguês' do Corinthians. Foi o fim de uma hegemonia corintiana no Pacaembu (eram seis vitórias em seis jogos), e o início de uma nova fase são-paulina, ancorada em três pilares: Ceni, Lucas e Fabuloso.

A esses três jogadores e a uma mudança tática de Ney Franco, ainda no primeiro tempo, se deve a vitória do São Paulo, de virada, por 2 a 1, na última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

Não foi uma vitória fácil, muito pelo contrário. O Corinthians buscou o empate até o final do jogo, quando aí apareceu Ceni, e vendeu caro sua derrota - a segunda seguida em clássicos. O São Paulo se acertou dentro do campo, quando já perdia por 1 a 0 e teve muito jogo de cintura, além de uma pitada de sorte, para não sofrer uma goleada.

Os primeiros quinze minutos de jogo do Corinthians foram fulminantes. Via-se um time aguerrido, forte na marcação e incisivo contra uma equipe nervosa, o São Paulo, que erra passes tolos.

Aos seis minutos, Romarinho pressionou a saída, Paulinho roubou a bola, invadiu a área e rolou para Emerson Sheik, de chapa, abrir o marcador. O Corinthians foi com tudo, esmagando o rival. Perdeu chance com Douglas, com Paulinho e outra com Emerson - Douglas, do São Paulo, caído no chão, evitou os 2 a 0.

Até esse momento da partida, aconteceram todos os problemas já esperados no São Paulo. As improvisações de Paulo Miranda, zagueiro que jogou de lateral-direito, e Douglas, ala direito que atuou na esquerda, não deram certo.

Sheik infernizou esse lado do campo, e Tolói não sabia o que fazer, porque tinha dar de conta de Danilo e também de Douglas, do Corinthians. Na outra ponta, Romarinho, na esquerda, segurava o lateral são-paulino. Além disso, Paulinho atuava como uma liberdade que munia o ataque corintiano.

O resultado disso: Luis Fabiano pedia bola na frente, ela não chegava, e ele tinha de voltar ao meio-campo. Não é a dele. Lucas estava cercado por Fábio Santos. E Maicon e Denilson batiam boca no meio de campo.

Dois momentos chave mudaram o curso do jogo. Na primeira boa trama Tricolor, a bola caiu nos pés de Lucas, que recebeu de Luis Fabiano, e arrancou pelo meio e serviu o atacante que bateu cruzado: 1 a 1.

Foi nessa hora em Ney Franco percebeu seu erro e inverteu seus laterais. O lateral-direito Douglas voltou para direita, e Paulo Miranda foi para esquerda. Essa mudança complicou as subidas de Sheik pelo lado esquerdo, e o Corinthians caiu.

No segundo tempo, Tite trocou um armador (Douglas) por homem mais avançado (Martinez), mas o São Paulo estava mais esperto na marcação e Denilson colou em Paulinho.

Aos 16 minutos, o lance capital. Jadson percebe a defesa corintiana mal posicionada e deixa Luis Fabiano na cara do gol. Ele driblou o agora goleiro de seleção Cássio e virou o jogo.

Resultado que nem o estrategista Tite conseguiu reverter, sacando um lateral e até um zagueiro para buscar o empate.

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