Daniel Teixeira/AE-20/09/2011
Daniel Teixeira/AE-20/09/2011

Luis Fabiano treinava de 8 a 10 horas por dia no São Paulo

Seis fisioterapeutas se revezavam no trabalho com o centroavante que reestreia domingo

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2011 | 03h05

SÃO PAULO - Para voltar aos gramados, Luis Fabiano passou por rotina solitária e cansativa de tratamento. Todos os dias ele chegava ao CT da Barra Funda por volta das 9 horas. Na sala de fisioterapia do Centro de Treinamento do São Paulo, não era permitida a presença de amigos ou familiares.

Os seis fisioterapeutas do clube se revezavam ao longo do dia para orientar o trabalho de recuperação. "Gosto de fazer rodízio, para que não fique o mesmo profissional por muito tempo e acabe prejudicando o trabalho", diz o fisioterapeuta Luiz Rosan. Por prejudicar o trabalho, entenda-se excesso de camaradagem com o paciente.

Depois de fazer o trabalho de hidroterapia, em que simula na piscina os movimentos do gramado, Luis Fabiano descansava e, em seguida, almoçava no CT. Às 14 horas, o trabalho recomeçava num ritmo mais pesado, com sessões de cinesioterapia, com o fortalecimento de diversos grupos musculares. O trabalho era complementado com exercícios aeróbicos, como corrida em esteira. Era uma média de 8 a 10 horas diárias de tratamento.

Durante o período, os altos e baixos foram inevitáveis. "Após quatro meses, a gente passa a ser amigo, pai, psicólogo... Ele às vezes me pede conselhos pessoais e profissionais, tem dia que está bem, outros não", afirma Rosan. "Mas o maior adversário é mesmo a ansiedade. Desde que chegou, foi preciso conter a vontade dele de entrar em campo logo."

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