Julio Cortez/AP
Julio Cortez/AP

Luiz Alberto comemora índice para o mundial e a Olimpíada no decatlo

Atleta exalta sua campanha no Pan e a melhora no salto em altura

Nathalia Garcia, enviada especial a Toronto, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2015 | 07h00

Bronze no decatlo nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, Luiz Alberto de Araújo tem ainda mais a comemorar. Com 8.179 pontos, ele se garantiu no Mundial de Pequim (China), em agosto, e nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. O brasileiro deixa a competição com o sentimento de dever cumprido e já de olho no futuro.

“O índice saiu porque um decatetla leva o outro. Essa competição mostrou que estamos bem, estamos no caminho e a projeção daqui para frente é focar naquilo que dá para ser melhor. Agora é trabalhar que tem o Mundial pela frente”, afirma.

Em dois dias, os atletas competiram em 10 provas: 100m rasos, salto em distância, arremesso de peso, salto em altura, 400m rasos, 110m com barreiras, lançamento do disco, salto com vara, lançamento do dardo e 1.500m.

Logo após o fim da disputa, Luiz já tinha um balanço de seus pontos altos no Pan. “Fiquei muito contente com o salto em altura, era uma prova que há muito tempo estava tentando melhorar a marca, e voltei a melhorar no dardo.”

E dos baixos também: “Fiquei devendo no salto com vara, estou treinando melhor, na barreira, que infelizmente bati, e acho que posso melhorar a parte da velocidade também. Decatlo é ir melhorando prova por prova”, avalia.

PRATA

A medalha no lançamento de dardo deu oportunidade para Ronald Julião realizar um antigo sonho: dar uma volta olímpica. Assim que conquistou a prata com a marca 64,65 m, o brasileiro saiu correndo pela pista do Estádio da Universidade de York em êxtase.

“Foi incrivelmente emocionante, acreditei até o último lançamento. Foi uma prata com gosto de ouro. Foi uma superação depois de dois anos que tive problemas para voltar a lançar bem, voltar a estar entre os melhores”, comemora.

Em 2014, Julião sofreu uma lesão de hérnia de disco que o deixou cerca de três meses afastado dos treinos. A partir disso, demorou até recuperar a confiança e voltar a ter bons resultados. Nesta quinta-feira, o atleta deixou as dúvidas para trás. “Aqui eu estava soltíssimo, gostei da prova e não me intimidei em nenhum minuto com os adversários.”

A única lamentação de Ronald é ter ficado sem o índice mundial (65,00m), já que o prazo termina no próximo sábado. “Estava acreditando que ia fazer o índice para o Mundial aqui e bateu na trave novamente, fiquei pertinho. Mas foi uma temporada de superação.”

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