Claus Bjoern Larsen/AP
Claus Bjoern Larsen/AP

Lula diz que incentivou Obama a acompanhar votação olímpica

Presidente brasileiro descarta rivalidade com os EUA e afirma que é importante cada um representar seu país

Pedro Fonseca, Reuters

30 de setembro de 2009 | 19h38

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta quarta-feira na Dinamarca para defender a candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016 e minimizou uma disputa de bastidores com seu colega norte-americano Barack Obama, que fará campanha por Chicago.

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As duas cidades concorrem ainda com Madri e Tóquio em uma das mais apertadas eleições olímpicas dos últimos tempos. O novo premiê japonês, Yukio Hatoyama, e o primeiro-ministro espanhol, José Luiz Rodríguez Zapatero, além do rei espanhol Juan Carlos, também acompanharão a votação do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Obama, que será o primeiro presidente dos Estados Unidos a presenciar uma escolha olímpica, anunciou apenas nesta semana que viajaria à capital dinamarquesa. O plano inicial era que sua mulher, Michelle, --que chegou nesta quarta a Copenhague-- o representasse para que ele pudesse se dedicar à reforma do sistema de saúde dos EUA.

Mas Lula, antes de seguir para um jantar com alguns eleitores do COI promovido pela candidatura do Rio, minimizou qualquer rivalidade com o norte-americano.

"Não tem nenhuma rivalidade", disse o presidente a jornalistas. "Eu mesmo falei para o Obama que ele viesse, porque ele me disse que a esposa dele viria. E eu falei: é importante você ir, porque vamos eu e a Marisa. Então, seriam dois contra um", acrescentou o presidente, referindo-se ao encontro com Obama durante cúpula do G20 nos EUA na semana passada.

Sobre a presença dos chefes de Estado, Lula afirmou: "acho importante, porque todos estão representando os seus países, tentando pedir votos."

O presidente, que tem grande envolvimento com a campanha olímpica do Rio, será responsável por um discurso durante a apresentação final da cidade aos eleitores do COI antes da votação. De acordo com o ministro dos Esportes, Orlando Silva, Lula vai "tratar o novo posicionamento do Brasil no cenário internacional" na apresentação.

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