Lula faz lobby olímpico na Suíça com ajuda da Copa

Presidente ressalta que Rio será beneficiado com obras do Mundial de 2014

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

16 de junho de 2009 | 00h00

A candidatura do Rio de Janeiro os Jogos Olímpicos de 2016 quer pegar uma carona na preparação da cidade para a Copa de 2014. Em declarações à imprensa estrangeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou ontem vender a ideia de que, com todo o investimento para o Mundial da Fifa, a infraestrutura da cidade estaria 80% pronta para sediar a Olimpíada, dois anos depois.Amanhã, o Rio tem sua última chance de mostrar aos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), em Lausanne, porque a cidade deve ser escolhida para sediar o evento. Madri, Chicago e Tóquio também concorrem ao posto. "Queremos ser uma potência olímpica", afirmou Lula. O presidente nega que possa haver uma fadiga dos investidores internacionais para bancar tanto a Copa como os Jogos Olímpicos. "Eu penso que as duas coisas precisam ser analisadas diferentemente. Estamos reivindicando o direito de fazer os Jogos porque achamos que o Brasil tem total condições", analisou. " A América do Sul nunca recebeu a Olimpíada e a única vez que isso ocorreu na América Latina foi em 1968, no México. O Brasil está entre as dez maiores economias do mundo e é a única que nunca recebeu o torneio." Lula afirma que o COI deve entender que o impacto dos Jogos no Brasil será bem maior do que nas demais cidades. "O COI precisa avaliar a capacidade dos Jogos de transformar a realidade de um país." O presidente não esconde que quer as Olimpíadas também como uma forma de "consagração da situação do Brasil". Lula ainda insiste que o COI deve pensar em promover uma rotatividade dos Jogos. "A Olimpíada precisa percorrer os continentes. Não pode apenas ficar nos países ricos." A decisão sobre a cidade-sede será divulgada no dia 2 de outubro, em reunião anual do COI, em Copenhague, na Dinamarca. Lula está sendo aguardado para o evento e vai tentar, no último minuto, obter ainda alguns votos. Terá, contudo, a concorrência de um presidente ainda mais famoso: Barack Obama. "O Brasil está melhor preparado para superar a crise financeira que EUA, Espanha ou Japão", disse Lula. "Não quero falar mal dos demais. Mas apenas convencer o COI de que podemos fazer algo melhor."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.