Lula voltará a participar da organização do Mundial

Retorno do ex-presidente ao cenário foi sugestão de Jérôme Valcke, numa tentativa de acelerar o ritmo da preparação

JAMIL CHADE , ENVIADO ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2012 | 03h04

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltará a se envolver na preparação do Brasil para a Copa de 2014. Ontem, ficou acertado que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, visitará o País para discutir o andamento das obras e que Lula será incluído nas negociações. As informações são do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT), que ontem se reuniu com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e com o próprio Blatter.

O líder da Câmara afirmou que a iniciativa de incluir o ex-presidente partiu de Valcke. "Lula foi o articulador da Copa no Brasil'', ressaltou Maia.

Em 2007, quando a Fifa deu ao Brasil o direito de sediar a Copa, Lula foi o ator principal nas negociações, inclusive com cartas de garantias financeiras. Foi ainda fundamental na decisão de erguer o estádio em Itaquera que servirá de palco para a abertura. Lula mantinha suas portas abertas aos cartolas, algo que a presidente Dilma Rousseff deixou claro que não gosta.

Diante dos escândalos de corrupção na CBF, no Ministério do Esporte sob o então comando de Orlando Silva e da mudança de presidente no Brasil, muitos estimam que há uma dificuldade política em garantir que acordos sejam adotados. Em maio, durante crise profunda entre a Fifa e a CBF, o governo decidiu assumir um papel de protagonista na preparação da Copa.

De acordo com Marco Maia, ele também conversou com Blatter e Valcke sobre as eleições municipais em outubro. "Existe uma preocupação normal sobre os desdobramentos das eleições nas cidades-sede da Copa'', disse Maia, lembrando que o processo eleitoral poderia afetar os acordos já fechados para a realização do evento.

Maia negou, entretanto, que a Fifa tenha preocupações com atrasos nas obras no Brasil. Porém, na manhã de quinta-feira, Blatter se reuniu com a presidente Dilma Rousseff. O mandatário da Fifa voltou a cobrar o Brasil pela defasagem nas construções para a Copa do Mundo de 2014.

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