Lusa fecha temporada entre o céu e o inferno

Vitória no Recife, acompanhada de derrota do América-MG para a Ponte Preta, dá a vaga ao time na 1ª Divisão

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2010 | 00h00

A Portuguesa viveu entre o céu e o inferno na Série B do Campeonato Brasileiro. Ora vencia e enchia a sua apaixonada torcida de confiança para, logo depois, enfileirar tropeços e desmotivar os seus fãs. Final mais apropriado para este roteiro não poderia haver: hoje, às 17 horas, na Ilha do Retiro, não basta apenas vencer o Sport para voltar à Primeira Divisão. A equipe ainda vai precisar da Ponte Preta, que tem de escapar de jejum de nove partidas sem vitória contra o América-MG, em Campinas.

Mas a Lusa já começou a mexer os pauzinhos para que tudo dê certo. Primeiro, o motivador Sérgio Guedes, que pegou a equipe a nove pontos do G-4 e conseguiu seis vitórias nos últimos nove jogos - mais de 70% de aproveitamento -, trata de fazer seus atletas acreditarem que tudo está em aberto, nada está definido quando ao quarto classificado para a Série A.

"Para os nossos jogadores, o jogo de Campinas não tem importância. Têm de se concentrar em cumprir seu papel no Recife", discursa o treinador. "O sentimento é que chegamos na última rodada com chances de nos classificarmos. Assim, valorizamos nosso trabalho. Senão chegaríamos a Recife nos condicionando que o objetivo é impossível. Se vencermos, o resto é consequência, foge do nosso comando."

O técnico também conta com uma ajuda de jogadores que trabalharam com ele em 2008, na Ponte Preta - foi vice-campeão paulista. Embora a equipe campineira já esteja se desmanchando, Sérgio confia nos amigos que deixou por lá. "Não cobro nem peço nada, só aguardo as consequências. O gesto que eles vão fazer será resultado da nossa convivência durante aquele período", filosofa.

Mala branca. Se a amizade com o treinador não bastar, a diretoria da Portuguesa já providenciou ajuda extra: a conhecida mala branca, tão em voga ultimamente. Ninguém foi suficientemente sincero para confirmar o incentivo financeiro para a Ponte Preta, mas circula nos bastidores do Canindé a informação de que um diretor do clube providenciou R$ 300 mil para oferecer ao time campineiro. Um adiantamento de R$ 100 mil já teria inclusive chegado ao Moisés Lucarelli. Se a Ponte completar o serviço - vencer o América-MG -, recebe o resto.

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