Lusa volta com força e vitória

No retorno à Série A1, equipe do Canindé joga bem e derrota o Santos, atual campeão, por 2 a 0, no Morumbi

Martín Fernandez, O Estadao de S.Paulo

17 de janeiro de 2008 | 00h00

Deu tudo certo para a Portuguesa. No jogo que marcou sua volta à Primeira Divisão do Campeonato Paulista, venceu o Santos por 2 a 0, ontem à noite, no Morumbi. Com dois gols de cabeça, um em cada tempo, originados em dois escanteios, o esforçado time de Vagner Benazzi, campeão da Série A2 no ano passado, bateu o desorganizado Santos de Emerson Leão, atual bicampeão da Série A1.Foi um retorno perfeito para a tradicional equipe do Canindé, que sonha voltar a ser grande. O futebol paulista torce para que a Lusa consiga incomodar, como fez ontem com o Santos, na primeira rodada do Estadual. O início da caminhada em 2008 não poderia ter sido melhor. Tão bom como foi 2007, ano em que conquistou a A2 do Paulista e alcançou o acesso para a Série A do Brasileiro.Os santistas, ao contrário, têm motivos para se preocupar. A temporada está apenas no começo, é verdade, mas a qualidade do elenco preocupa. Faltam nomes de peso, faltam alguns bons reforços. Caso a diretoria não se mexa - e rapidamente -, a Libertadores pode não passar de sonho.Sem muitas opções, Emerson Leão arriscou e armou o time com três atacantes. Os jovens Renatinho e Wesley fizeram companhia a Kléber Pereira. Mas sua proposta ofensiva não funcionou. E foi a Portuguesa quem saiu na frente.Diogo, em boa jogada individual, conseguiu um escanteio. Na cobrança, Christian subiu mais que Betão e, de cabeça, venceu Fábio Costa: 1 a 0. O Santos se lançou em busca do empate, mas com claras limitações. A Lusa, para lá de feliz com a vantagem, conformou-se em defender o 1 a 0. Resultado: um jogo de dar sono nos torcedores. A única semelhança do time de Leão com o Santos de 2007 foi o uniforme. A camisa 8 daquela equipe estava com Maldonado, a 10 com Zé Roberto. Ontem, estiveram em campo Marcinho Guerreiro e Rodrigo Tabata. Para piorar, Rodrigo Souto, machucado, não pôde jogar (atuou Adriano em seu lugar). Mudanças que resultaram num time com poucas idéias e muita vontade - o que não basta. O único lúcido era Kléber, que freqüentemente abandonava a lateral-esquerda para armar o time. Mas, aos 35 minutos, com dores na virilha, o camisa 3 saiu para a entrada de Carlinhos. No segundo tempo, Tabata deu lugar a Vitor Júnior. O Santos seguiu desorganizado, a Portuguesa continuou encolhida, esperando um contra-ataque para matar o jogo. E, com um dos reservas, o atacante Marcelo, substituto de Christian, fez 2 a 0. Festa da Lusa, irritação do torcedor santista, que deixou o Morumbi vaiando o time e pedindo reforços.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.