Luta corre risco de ficar fora dos Jogos de 2020

Tradicional modalidade não consta na lista dos esportes-base e terá de disputar uma vaga com outras sete

LAUSANNE, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 02h03

A 125.ª sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI) realizada ontem, em Lausanne, acabou em polêmica. Na reunião do comitê executivo da entidade foram decididos os esportes-base para o programa dos Jogos de 2020, com sede a ser definida. E a luta olímpica, com suas duas modalidades (livre e greco-romana) ficou de fora da lista.

Junto com o atletismo, a luta é a modalidade com maior tempo de permanência no programa olímpico (só não foi disputada em Paris/1900). Agora, terá de brigar com outros sete esportes - beisebol, caratê, patinação, escalada, squash, wakeboard (tipo de esqui aquático) e wushu (kung fu) - por uma vaga na edição que sucederá os Jogos do Rio, em 2016. A decisão final será no congresso do COI em setembro. O encontro, que será em Buenos Aires, definirá também a cidade-sede de 2020 - disputam Tóquio, Madri e Istambul.

A polêmica decisão do COI teve reação imediata. Além do apoio nas redes sociais (o assunto se tornou um dos mais comentados no Twitter), a Federação dos EUA criou uma página no Facebook - "Keep wrestling in the Olympics" (Mantenham a luta na Olimpíada) - para tentar mobilizar a opinião pública. Na página, foram publicados os telefones e contatos de todos os patrocinadores do COI. Uma petição na internet também foi lançada.

A Confederação Brasileira de Lutas (CBLA), que acabou de montar seu centro de treinamento, divulgou uma nota oficial. Segundo o superintendente da entidade, Roberto Leitão, o esporte atende aos quesitos de universalidade exigidos pelo COI (está presente em mais de 180 países) e tem força nos bastidores.

"Fomos pegos de surpresa com a notícia e acreditamos que isso não vá em frente. O lobby internacional da luta é muito forte, tendo a Rússia e ex-países da União Soviética, EUA e Japão como seus principais defensores."

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