Charlie Neibergall|AP - 10|4|2016
Charlie Neibergall|AP - 10|4|2016

Lutadores dos EUA mantêm planos de ir ao Irã para Copa do Mundo apesar de veto

Crise diplomática com países muçulmanos chega também ao esporte

Estadao Conteudo

30 de janeiro de 2017 | 19h54

A crise diplomática entre os Estados Unidos e sete países muçulmanos chegou, claro, também ao esporte. Após o presidente Donald Trump proibir por 90 dias a entrada nos EUA de pessoas nascidas nessas sete nações de maioria muçulmana, o Irã reivindicou o princípio da reciprocidade para fazer o mesmo.

O primeiro impacto desse veto deve ser justamente na modalidade que foi um símbolo de como contornar as más relações entre EUA e Irã. Entre 16 e 17 de fevereiro vai acontecer a etapa iraniana da Copa do Mundo de Luta e os Estados Unidos, que assim como o Irã são potência na modalidade, não pretendem deixar de ir com 13 atletas.

Nesta segunda-feira, Rich Bender, diretor executivo da USA Wrestling, a federação americana de luta, disse à agência de notícias The Associated Press que os americanos têm "total interesse" em viajar para Kermanshah. Ainda de acordo com ele, sua entidade recebeu garantias dos iranianos de que a delegação, de 19 pessoas, terá uma atenção especial.

Em 1998, a equipe de luta livre dos Estados Unidos foi a primeira do país a visitar o Irã depois de um hiato de 20 anos. Desde então, a equipe do Irã foi 16 vezes aos Estados Unidos para competir.

"A luta tem mostrado uma longa, rica e transcendental política, apesar das desavenças governamentais. Essa é a beleza do esporte e do movimento olímpico. É sobre competir, não sobre política", completou Bender.

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