Luxemburgo define jogo como decisivo contra o rebaixamento

Invicto na Gávea, técnico ressalta a importância da vitória para que equipe se afaste de vez das últimas posições

Bruno Lousada / RIO, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2010 | 00h00

O Flamengo acabou com o maior desejo do Corinthians no ano do seu centenário: tirou-o da Taça Libertadores, em maio. Passados cinco meses, o time rubro-negro pode consolidar hoje sua fama de carrasco do clube paulista nesta temporada. Para tanto, precisa vencer o jogo considerado uma decisão pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Se ganhar o clássico, às 22 horas, no Engenhão, a equipe carioca se afasta da zona de rebaixamento e freia a reação do rival na corrida pelo título do Campeonato Brasileiro.

"Nossa posição na tabela não é confortável. Vamos jogar uma decisão, mas para o Corinthians vale taça. Infelizmente, nosso objetivo é outro", disse Luxemburgo, ressaltando que, em partidas importantes como a de hoje, não há favorito. "É o típico jogo que mexe com a cabeça de todo mundo."

Para grande parte da torcida rubro-negra, Ronaldo é traidor por ter acertado com o Corinthians no fim de 2008, quando treinava na Gávea. Para Luxemburgo, o atacante é genial, merece respeito e atenção especial durante os 90 minutos. Ao ser perguntado se o Fenômeno ainda provoca medo nos rivais, o treinador respondeu de primeira: "Medo? O Ronaldo não é feio. É bonitinho, engraçadinho", disse, arrancando gargalhadas. Depois, falou sério. "É lógico que ele preocupa. Todo grande jogador preocupa." Indagado em seguida se o Ronaldo já não é mais aquele craque de outros tempos, Luxemburgo saiu em defesa do "amigo". "Julgá-lo é difícil. Não vamos entrar nesse mérito. Temos de respeitar a grandeza de um craque como ele."

Por mais que, com Luxemburgo o desempenho do time não seja ruim, o momento exige preocupação. O Flamengo está a quatro pontos da zona de descenso. "O jogo é importante, mas a vida continua, afirmou Luxemburgo, escondendo a escalação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.