Luxemburgo estreia com difícil vitória

Técnico santista acerta nas trocas e Neymar faz o único gol do jogo

Bruno Deiro, O Estadao de S.Paulo

23 de julho de 2009 | 00h00

Ainda sem diferenças sensíveis no aspecto tático, o Santos venceu o Atlético-PR por 1 a 0 na estreia de Vanderlei Luxemburgo, ontem à noite, na Vila Belmiro. Autor do gol da vitória, Neymar foi elogiado pelo novo treinador santista, que pediu menos pressão sobre o garoto. "É um jogador de qualidade, mas que não está pronto para resolver todos os problemas do Santos", disse Luxemburgo. "É preciso ter paciência com os garotos." Neymar, que entrou na etapa final, agradeceu ao técnico a chance. "Consegui entrar bem e fazer o gol. Estou feliz em trabalhar com o Vanderlei."O camisa 7 provou mais uma vez que tem estrela na Vila Belmiro. Como no empate por 3 a 3 com o Barueri, entrou no segundo tempo para marcar um gol salvador. Os atritos com os torcedores, que acusavam o jovem atacante de ser "pipoqueiro", parecem ter ficado para trás. "Com a torcida está tudo bem, nunca houve nada", garantiu Neymar, que marcou seu terceiro gol na competição.Luxemburgo reconheceu que a equipe ainda não tem a sua cara. "O Mancini fez um bom trabalho e mantive muitas coisas." Ele apostou em uma formação defensiva no começo do jogo, com Rodrigo Souto, Roberto Brum e Germano no meio-campo. "Mesmo com três volantes, criamos jogadas, mas a equipe foi melhor no segundo tempo", admitiu o treinador, citando as entradas de Neymar e Paulo Henrique. O aproveitamento dos jovens deve ocorrer de maneira gradual.Com um público modesto para a estreia do novo técnico (pouco mais de 7 mil foram à Vila Belmiro), o Santos fez as pazes com a torcida. Após a turbulência que culminou com a saída de Vágner Mancini, os torcedores apoiaram o time e tiveram paciência durante toda a partida. Foram recompensados com o gol da vitória aos 27 minutos da etapa final, quando o jogo parecia se encaminhar para um sonolento 0 a 0. O Santos controlou o primeiro tempo, mas exagerou nos lançamentos. A falta de uma referência no ataque foi bastante sentida - Kléber Pereira, lesionado, deu lugar a Roni, jogador de movimentação. "Fizemos o que o Vanderlei pediu, que é girar a bola de um lado para o outro e ter paciência", disse Madson, antes do intervalo. Para dar mais qualidade ao meio-campo, Luxemburgo pôs Neymar e Paulo Henrique. A mudança surtiu efeito. Entrosado, o trio formado por Madson, Neymar e Paulo Henrique infernizou a defesa rival. Aos 27, Neymar fez bonita tabela com Roni, cortou o zagueiro e bateu com força para dar o primeiro triunfo do Santos na nova "era Luxemburgo".

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