Luxemburgo vai dirigir o Santos pela quarta vez

Diante do alto salário pedido por Muricy, clube fecha com a 2.ª opção. Apresentação será na segunda-feira

Alex Sabino e Sanches Filho, O Estadao de S.Paulo

18 de julho de 2009 | 00h00

Houve uma reviravolta e Vanderlei Luxemburgo está de volta ao Santos, um ano meio depois de ter saído para o Palmeiras. Ele era o plano B do presidente Marcelo Teixeira, mas diante das exigências de Muricy Ramalho, que pedia salário mensal de R$ 700 mil e não queria trabalhar com Fábio Costa e o coordenador Evaldo Prudêncio, levado para o clube por Luxemburgo, em 1997, mudou de ideia. Teixeira considerou exagerada a exigência salarial. Luxemburgo aceitou salário inferior a R$ 500 mil por mês. "Quero comunicar que assinei contrato com o Santos e me apresentarei apenas na segunda-feira, porque já havia programado compromissos pessoais inadiáveis", escreveu o técnico em seu blog. "Estou muito contente de retornar a esse grande clube com o qual possuo grande identificação." Ainda não está confirmado se Luxemburgo levará apenas o auxiliar-técnico Nei e seu fiel escudeiro Antonio Mello, preparador físico. O que levou o presidente santista a mudar de postura foi ter percebido que Muricy agia em relação ao Santos como fez com o Palmeiras, exigindo demais para o clube não aceitar. Sua preferência seria descansar durante alguns meses para depois retornar ao São Paulo. Luxemburgo estava pescando em Foz do Iguaçu desde o início da semana, retornou na quinta-feira e ontem foi para Tocantins. A apresentação, por isso, ficou para segunda-feira, e Serginho Chulapa dirigirá o time amanhã contra o São Paulo. Em seu quarto trabalho no Santos, deve assumir o compromisso de levar quatro reforços para o clube, visando à formação de um time com chance de chegar à Libertadores de 2010. De acordo com a assessoria, a primeira conversa entre Teixeira e Luxemburgo foi na segunda-feira. As negociações chegaram a esfriar, porque o treinador ficou irritado com a informação de que o preferido do Santos era Muricy e ele era apenas o plano B. Quando Teixeira tomou a decisão de demitir Mancini, conselheiros ligaram para Mauro Vassman, advogado que trabalha com futebol na Argentina e era empresário do Daniel Passarella. Pediram uma sugestão de técnico sul-americano para ser contratado pelo Santos. Sua indicação foi Carlos Ischia, que saiu do Boca Juniors. Marcelo não deu bola, porque desde o início pensava em Muricy e jamais deixou de sonhar com Luxemburgo. O que também pesou na escolha de Teixeira é que Luxemburgo tem excelente relacionamento com a principal organizada do clube, a que mais agitou após a goleada por 6 a 2 que o time sofreu diante do Vitória, domingo, em Salvador. Além de conhecer o clube como poucos. Sua última passagem foi marcada pela conquista do bi do Campeonato Paulista. O primeiro, em 2006, com destaque para o desempenho de Zé Roberto. O segundo, em 2007, com boa atuação de Kléber Pereira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.